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BLOGUE: CONCURSO
DE ENIGMAS POLICIÁRIOS (PRODUÇÃO) "MÃOS À ESCRITA!" – 2026 |
TORNEIO DE
DECIFRAÇÃO DE ENIGMAS POLICIÁRIOS “SOLUÇÃO À VISTA!”
– 2026 PROBLEMA Nº 10 UM CRIME LIMPO Autor: Repórter SOU EU Habitavam e viviam, os dois, em perfeita sintonia do cumprimento do dever, de aptidões, vigilância e conhecimentos, há bastante tempo, naquele parque estadual de uma grande cidade do Brasil. Eram portugueses emigrantes, amigos de infância e numa oportunidade, única, especialistas que eram em proteger e conservar a natureza, por ali conseguiram uma óptima oportunidade de realizar as suas vocações… de nascença! Há muitos anos que eram os guardas apreciados do parque, mas sempre viveram em casas separadas, aliás, enormes moradias que lhes foram concedidas, bem acolhedoras, para que o repouso fosse confortável e tranquilizante após as tarefas, por vezes difíceis, de assegurarem o funcionamento natural e normal do parque que tinha animais, vegetação, caminhos, paisagens extraordinárias e quotidianamente as visitas de turistas eram inúmeras! O Luís e o José sempre foram amigos, eternamente solteiros, uma opção de vida e já tinham ultrapassado a meia-idade, quando este “crime limpo” ocorreu, mas fazendo jus ao provérbio popular “cada macaco no seu galho”… após os deveres profissionais, dia, após dia, recolhiam aos seus aposentos e não interferiam nas saídas ocasionais de cada um… normalmente andavam por lugares e sítios diferentes! O José era mais comedido, em tudo, na indumentária, no automóvel que possuía, nas saídas temporárias, não regressava muito tarde, ao parque, à sua moradia e não ingeria bebidas alcoólicas. O Luís, ao contrário, gostava de se vestir bem, adorava dar nas vistas, usava em todos os momentos umas luvas grossas, pretas, de lã, calças de flanela, robustas e nunca dispensava as suas botas de cabedal, enormes, exclusivas, diria incomuns, com as solas extravagantes, poderosas, duras que mais pareciam evidenciar o “jogo do galo”! De inverno ou de verão… era o que calçava. Com o seu veículo, a mesma coisa, um carro aparentemente não muito moderno, mas com uns grossos e largos pneus que não se viam em viatura nenhuma! Ao contrário do “jogo do galo”, da sola das botas, os pneus do seu carro eram caracterizados pelo “jogo da macaca”… inconfundíveis! Amigos, amigos, negócios à parte… e apesar de competentes na guarda do parque, ambos gozavam a sua vida, em momentos de lazer, à sua maneira. As casas, de cada um deles, eram lindas, iguais, situadas em local próprio, mas afastadas uma da outra, muitos, muitos, muitos metros, circundadas por um pequeno muro de arame, suportado por postes de madeira, com um portão de ferro muito largo por onde podia entrar qualquer carro. A entrada estava protegida com um cadeado, mas que nunca estava trancado! Do portão à entrada principal de cada habitação não existia nenhum caminho empedrado, era tudo natural, terra solta. Até que um dia… encontraram-se no mesmo bar e conheceram uma rapariga linda, mais jovem do que eles… e o José para se igualar com o Luís, vá lá saber-se porquê, começou a beber álcool! E uma enorme rivalidade nasceu entre eles, pela disputa da rapariga – isto não tem piada nenhuma, nem devia ser narrado é trivial, mas, na realidade foi o que aconteceu! – e, em determinado momento, deixaram de ser amigos, porque a jovem, saturada de ambos e atormentada, acabou por desaparecer daquele lugar! O parque, apesar de bem protegido e as casas do Luís e do José também, não estavam imunes a sofrer qualquer acto de vandalismo e nalgumas ocasiões já tinham sido alvo de roubo e destruição, mas os culpados foram, sempre, descobertos e presos. E o impensável aconteceu! Desgostoso pela ausência da moça e culpando o José por esse motivo… o Luís decidiu-se a pôr termo à vida do seu amigo! Num dia diferente, chuvoso, já próximo da meia-noite, em que estava bem bebido, fora de si, entrou com o seu carro até próximo da porta principal da casa do José. Ia colocar em prática aquilo que julgava ser “um crime limpo”. Saiu do carro, a cambalear, de mãos nuas, andou uns metros, rodou a maçaneta da porta e entrou na habitação do companheiro de profissão. Este veio ao seu encontro, assustado, mas não teve tempo de dizer nada… porque o Luís munido de uma faca de mato esfaqueou-o mortalmente! José tombou ensanguentado, depois de se agarrar ao seu assassino. Teve morte imediata. Luís guardou a faca… depois de limpá-la nas roupas da vítima… calçou as suas luvas e eliminou possíveis impressões dedais na roupa e corpo do José. Tirou as luvas. Deixou as luzes acesas tal e qual como estavam e saiu de casa. A chuva cessara. Não mais caiu água naquela noite nefasta. Meteu-se no carro fez meia-volta e abandonou o local daquele que julgava ser… “um crime limpo”… pois as culpas iam, provavelmente, ser atribuídas a mais um caso de vandalismo. E o leitor o
que deduz deste homicídio, acha que o Luís escaparia à justiça? Sim ou não. Apresente
a sua proposta de solução justificando a sua opinião. |
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© DANIEL FALCÃO |
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