INTRÓITO

1ª RAPIDINHA POLICIÁRIA

PRÉMIO DIC ROLAND

 

RAPIDINHA 2.

QUEM MATOU?

Autor: A. RAPOSO & LENA

Sebastião estava no chão mortinho da Silva. Tinha levado um balázio no meio da testa para não se armar em vítima.

No chão uma cápsula jazia quentinha.

A acção passa-se no Pátio do manicómio e ainda hoje ninguém sabe como foi possível entrarem tantas armas para o interior do edifício, mas o que se diz é simples:

O porteiro também não bateria bem da bola.

Bom, mas a cena é a seguinte: um supliciado: o Sebastião estava encostado ao muro.

Um pelotão de execução perfilava-se à sua frente, a saber:

Manuel munido de um canhangulo.

Joaquim com uma semi-automática.

João com uma arma de cow-boy, um revólver.

António com um pistolão de pederneira tipo pirata negro.

Quem deu a ordem de disparar foi o Xico, que exibia uma espada.

"Fogo" – gritou.

Só se ouviu um tiro. O suficiente para mandar Sebastião até ao Céu.

A razão disso, perguntam-me. Porquê só um tiro.

Resposta do autor: Porque me apetece!

Mas a pergunta mantém-se: QUEM MATOU?

Favor responder…

 

Fonte:

Blogue Repórter de Ocasião, 18 de Outubro de 2026

1ª RAPIDINHA POLICIÁRIA – PRÉMIO DIC ROLAND, Edições Fora da Lei, Ano de 2013

 

© DANIEL FALCÃO