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RAPIDINHA 4. O “MISTÉRIO” DO Nº SETE E A SUA ORIGEM
NO POLICIÁRIO Autor: CLORIANO
Algures, naquele dia, o INSPECTOR dissertava com
entusiasmo na sua aula temática sobre a magia do policiário, os seus
fundadores e as figuras proeminentes que foram surgindo ao longo dos anos, no
domínio da “produção” e da “decifração”, com maior incidência e realce nos
saudosos anos 40/50 do século passado. É necessário ter sempre uma imagem do
conjunto do tempo. Por sua vez, um “mistério” é sempre uma realidade
camuflada, uma neblina em cima da realidade, um enigma, uma charada, um
envolver um facto ou alguém num clima de suspense. Seja qual for a questão
misteriosa que se apresente, todos os detalhes ou conhecimentos sobre o
assunto tornam-se importantes para solução ou verdade procurada, por mais
simples que seja. Só existe uma realidade: a verdade ou o conhecimento de
causa. É esse caminhar no escuro, na constante colagem dos factos que reside
a magia de se encontrar a resposta à questão apresentada pelo autor. Nem
sempre é importante haver a “morte” de alguém, nem são necessárias pistolas,
facas ou força muscular. Não sabemos tudo mas podemos deduzir o que é
importante. O INSPECTOR acompanhava com gestos ritmados a
eloquência da sua exposição, pois o tema era importante e transversal para o
vasto auditório. E continuava o orador: Os dias da semana, as esferas
celestes, as pétalas da rosa, os pecados mortais, as cores do arco-íris, os
anões da Branca-de-Neve, as crises do casamento (segundo a crença popular),
representam e têm em comum a estranha magia de um número: “SETE”. Tudo isto
faz sentido no nosso “imaginário”. Razão por que, no MUNDO POLICIÁRIO,
procurou-se ALGUÉM, que representasse o símbolo e a magia desse tal número
“SETE”, ao qual se acrescentaria um dos naipes do baralho. Procurou-se essa figura, em redor do qual toda a
mística policiária receberia um novo impulso. Apresentaram-se 10 figuras
muito conhecidas no policiário, na época:
Só um foi eleito, merecendo a nossa eterna
homenagem. Deu origem à enorme explosão de policiaristas
até aos nossos dias. Com um sorriso nos lábios, o INSPECTOR dirigiu-se
aos presentes apresentando a seguinte questão: Tendo por base todos os elementos técnico-táticos
referidos nesta sessão, indique o nome do “membro-perfeito” eleito como
verdadeiro “SETE” no mundo policiário. Fonte: Blogue Repórter de
Ocasião, 1 de Novembro de 2026 1ª RAPIDINHA POLICIÁRIA – PRÉMIO DIC ROLAND, Edições
Fora da Lei, Ano de 2013 |
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© DANIEL FALCÃO |
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