INTRÓITO

1ª RAPIDINHA POLICIÁRIA

PRÉMIO DIC ROLAND

 

RAPIDINHA 4.

O “MISTÉRIO” DO Nº SETE E A SUA ORIGEM NO POLICIÁRIO

Autor: CLORIANO

E ao sétimo dia Deus descansou. E assim elegeu o SETE o número da perfeição, o dia em que o criador deu a “obra” por concluída e descansou para a poder contemplar.

 

Algures, naquele dia, o INSPECTOR dissertava com entusiasmo na sua aula temática sobre a magia do policiário, os seus fundadores e as figuras proeminentes que foram surgindo ao longo dos anos, no domínio da “produção” e da “decifração”, com maior incidência e realce nos saudosos anos 40/50 do século passado. É necessário ter sempre uma imagem do conjunto do tempo.

Por sua vez, um “mistério” é sempre uma realidade camuflada, uma neblina em cima da realidade, um enigma, uma charada, um envolver um facto ou alguém num clima de suspense. Seja qual for a questão misteriosa que se apresente, todos os detalhes ou conhecimentos sobre o assunto tornam-se importantes para solução ou verdade procurada, por mais simples que seja. Só existe uma realidade: a verdade ou o conhecimento de causa. É esse caminhar no escuro, na constante colagem dos factos que reside a magia de se encontrar a resposta à questão apresentada pelo autor. Nem sempre é importante haver a “morte” de alguém, nem são necessárias pistolas, facas ou força muscular. Não sabemos tudo mas podemos deduzir o que é importante.

O INSPECTOR acompanhava com gestos ritmados a eloquência da sua exposição, pois o tema era importante e transversal para o vasto auditório. E continuava o orador: Os dias da semana, as esferas celestes, as pétalas da rosa, os pecados mortais, as cores do arco-íris, os anões da Branca-de-Neve, as crises do casamento (segundo a crença popular), representam e têm em comum a estranha magia de um número: “SETE”. Tudo isto faz sentido no nosso “imaginário”. Razão por que, no MUNDO POLICIÁRIO, procurou-se ALGUÉM, que representasse o símbolo e a magia desse tal número “SETE”, ao qual se acrescentaria um dos naipes do baralho.

Procurou-se essa figura, em redor do qual toda a mística policiária receberia um novo impulso. Apresentaram-se 10 figuras muito conhecidas no policiário, na época:

 

 

1.

2.

3.

4.

5.

Joel Lima

João da Costa Salgueiro

Rui Mendes

Manuel Barata Dinis

Álvaro Trigo

6.

7.

8.

9.

10.

Cloriano M. Carvalho

Manuel José da Piedade Latas

Manuel Constantino

António Raposo

Domingos Cabral da Silva

 

Só um foi eleito, merecendo a nossa eterna homenagem. Deu origem à enorme explosão de policiaristas até aos nossos dias.

 

Com um sorriso nos lábios, o INSPECTOR dirigiu-se aos presentes apresentando a seguinte questão:

Tendo por base todos os elementos técnico-táticos referidos nesta sessão, indique o nome do “membro-perfeito” eleito como verdadeiro “SETE” no mundo policiário.

 

Fonte:

Blogue Repórter de Ocasião, 1 de Novembro de 2026

1ª RAPIDINHA POLICIÁRIA – PRÉMIO DIC ROLAND, Edições Fora da Lei, Ano de 2013

 

© DANIEL FALCÃO