INTRÓITO

Uma iniciativa inédita nas páginas do Código Secreto

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EPISÓDIO 22.

UMA FALSA PARALISIA

Repórter SOU EU

(…) No entanto, a sua paralisia, pelos vistos e tendo em conta as declarações do Saraiva, só acontecia aos Domingos, no momento em que o seu irmão dava a missa semanal aos devotos daquela terra. Bem, por mim, estava à vontade porque nunca tinha entrado na igreja e, sinceramente, nunca pensei que tal criatura tivesse papel importante neste intricado caso.

O agente Matos Vargas é que, como autoridade principal, deveria ter feito as suas averiguações, mas, sempre se preocupou comigo e com o meu cachimbo enquanto – agora começava eu a perceber – a “caça grossa” pairava noutras bandas!

Ah, mas eu ainda haveria de lhe atirar tudo isto à cara, palavra de investigador, palavra de EFE Mendes. E, até já estava mesmo a meditar sobre aquilo que estaria naquele momento a fazer a menina Margarida Melo, solteira, irmã mais velha do pároco, quarenta e dois anos de idade, bem conservada, alta, morena c com uma força de dois homens – ao que diziam, pois, a paralisia dera-lhe toda aquela robustez, enquanto que da cintura para baixo nada sentia em virtude de andar sempre na cadeira de rodas!

 (Bem, afinal, sabia-se agora que aquela força da natureza passeava por todo o belo e prazenteiro corpo de Margarida e que as cenas domingueiras não passavam de uma farsa).    

 

Fontes:

Secção Código Secreto nº 237, 29 de Setembro de 1988

Blogue Repórter de Ocasião, 2 de Setembro de 2026

 

© DANIEL FALCÃO