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Capítulo
seguinte: 2. – VOLTAMOS
A DORMIR… OU…??? | Zé |
CAPÍTULO 1. UM FINAL DE BOCA PERSISTENTE E
PROLONGADO A. Raposo & Lena
Mas é bom
rapaz, trabalhador… e sobretudo temente a Zeus. Como diria Ortega y Gasset:
Nós somos nós e a circunstância. Tempicos teve um romance com Nelinha (a sortuda!) uma
loira verdadeira que acabou mal. Ela foi vítima da sua própria beleza. Reuniu
imensos namorados e amantes. O que por um lado é bom, o usufruto e por outro
é mau, as ciumeiras. Tanto stress
acabou com ela, para além dos maus tratos e outras equimoses. Acabou morta.
Diziam: morreu Marta morreu farta! Nunca se soube quem a matou. E agora já
não interessa porque a Justiça é lenta e os prazos prescreveram. Tempicos continua a respeitá-la em morta como a respeitou
em vida: – pouco, mas mesmo assim cumprindo os mínimos. Continua a visitar a
sua campa no Cemitério de Benfica, onde de vez em quando – por acidente –
acaba encontrando e evidentemente consolando uma ou outra viúva que reza o
terço à beira dos seu ente querido. Só quem sofreu
grandes desgostos aprecia um ombro amigo e uma mão na cintura. São coisas que
Tempicos faz, com amor. E aliás contribuem com bastantes
créditos para uma futura entrada no Céu, se acaso existe. Numa manhã
chuvosa e pardacenta, daquelas que prevêem borrasca
e chuva grossa, Tempicos resolveu dirigir-se à
feira da Ladra visitar os vendedores de moedas para coleccionadores
e por isso apanhou o eléctrico para a Graça. Ao seu lado
por um acaso verdadeiramente ocasional, sentou-se uma senhora, que parecia a
Nelinha, jurava que era a sua cara chapada! Os mesmos
olhos. Os cabelos loiros e esvoaçantes. Um rosto angelical. Um sorriso nos
lábios vermelhos e carnudos. Tempicos tinha
comprado uma garrafa de tinto de marca cujo rótulo dizia: um final de boca
persistente e prolongado. Estaria Tempicos a
exagerar? Seria aquela senhora a tal irmã de Nelinha que ele nunca vira mas
ouvira falar dela? Seria aquela a célebre Mary Lou? * * * Quem
nos poderá ajudar a decifrar este mistério? Fontes: Blogue Repórter de
Ocasião, 19 de Abril de 2026 TRIÂNGULO
EQUILÁTERO – Uma História de Faca e Alguidar, Edições Fora da Lei, Ano de
2011 |
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© DANIEL FALCÃO |
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