Problemas

1. NA REDE

2. SINAIS DE FUMO

3. ROXAS MÁGOAS

4. A MORTE DA ACTRIZ

5. SUICÍDIO OU HOMICÍDIO?

6. O INCIDENTE NO VALE DE SOBREIRO

7. UM CRIME COM HORAS CERTAS

8. OS GÉMEOS...

9. UM ROUBO NO MUSEU...

 

Participação | Desempenho

Classificação Geral

 

 

 

PROBLEMA CURTO

| PC – 09 |

UM ROUBO NO MUSEU…

 

O valioso "Diamante de Sangue" foi roubado na sala principal do Museu Municipal durante uma forte tempestade de Verão. O roubo aconteceu cerca das 21h15, no momento em que um raio atingiu a rede eléctrica da vila e deixou o museu na escuridão total por cerca de 5 minutos.

O diamante estava no centro da sala principal, fortemente iluminada e protegido por uma cúpula de vidro grosso. Quando a luz voltou pelas 21h20, a cúpula estava intacta, mas vazia. No chão, ao lado do pedestal, a polícia encontrou:

1. Um par de luvas de borracha descartáveis, limpas.

2. A lanterna do guarda nocturno caída no chão e acesa.

Acontece que a cúpula de vidro só abre com uma chave física e uma senha numérica digitada em um painel electrónico ao lado do pedestal.

Com o apagão: O painel electrónico ficou completamente desligado (sem energia).

O sistema de segurança: Quando o painel perde energia, ele bloqueia a cúpula mecanicamente por dentro. A única forma de abrir a cúpula sem energia é usando a chave física e girando uma manivela manual que fica escondida em baixo da base do pedestal.

 

Os Suspeitos (As únicas 5 pessoas no Museu às 21h15):

Marcos (O Director do Museu): Estava no seu escritório no primeiro andar. Ele afirma que quando a luz faltou, ele ficou imóvel com medo de tropeçar na escadaria, por isso nem saiu do escritório. Ele tem a cópia número 1 da chave da cúpula.

Tiago (O Guarda Nocturno): Estava a fazer a ronda perto da cúpula que “protegia” o diamante. Ele alega que quando a luz se apagou, foi logo atacado por trás, levou uma pancada na cabeça, desmaiou e a sua lanterna caiu. Ele tem a cópia número 2 da chave da cúpula.

Sérgio (O Electricista de serviço): Estava na sala dos disjuntores no subsolo tentando conter uma fuga de água que colocava em perigo a instalação eléctrica. Ele tem a cópia número 3 da chave da cúpula.

Mariana (a empregada de limpeza do museu) Estava na dispensa, a arrumar os materiais de limpeza, que havia antes utilizado. Dei por falta da luz mas continuei as arrumações com recurso à lanterna do telemóvel. E, já antes de sair e fechar a dispensa à chave, a luz voltou. Ela não tem a cópia da chave da cúpula.

Fernando (o zelador do museu) Estava no seu gabinete, no piso térreo, a preparar o horário das tarefas semanais. Deu por falta da luz mas ficou no seu gabinete aguardando a retoma da energia, que supunha ser breve como o foi. Ele tem a cópia número 4 da chave da cúpula.

Após interrogatório e analisado o local do crime por 10 minutos, o Inspector Alfama prendeu o culpado. Não havia impressões digitais (por causa das luvas), nenhum sinal de arrombamento e não havia sequer forma de determinar onde cada um estava na altura do apagão, valendo aqui as declarações prestadas.

Mesmo assim, o Inspector Alfama soube exactamente quem mentiu e como o roubo foi feito…!

 

E você quem acha que tenha sido o culpado?

Justifique, pormenorizando!

 

FONTE: Blogue Momento do Policiário, 1 de Agosto de 2026

 

© DANIEL FALCÃO