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Capítulo
seguinte: 1. –
MALANDRICES NO CASTELO DE CHAMBORG | A. Raposo & Lena [… a
publicar no dia 21 de Junho …] |
CAPÍTULO 0. EM JEITO DE PREFÁCIO A. Raposo & Lena
Tempicos deitado numa rede espreguiçadeira, segura entre dois coqueiros, numa praia das Ilhas
Seychelles, mais exactamente na Ilha de Mahé. (Câmara faz
zoom e simultaneamente a cena esfuma-se) “Explicação da cena: Tempicos,
farto de ser assediado por gerontes inglesas, resolve tomar o avião e fugir
das praias portuguesas, pois tinha uma encomenda de escrita criativa a
executar e as “gajas” não o deixavam sossegado para
se poder concentrar. Num bloco-notas Tempicos
começa a delinear a história, encomendada pelo seu amigo Salvador Santi, responsável pela programação do teatro Ambassador da Broadway, Nova York,
USA. A peça teria que ir à cena na próxima saison.” (Tempicos toma notas dos tópicos e começa a escrever o
esqueleto da história). Tinha que meter um crime! Era uma imposição do amigo
Salvador Santi. Era forçosamente uma história
policial. Não havia volta a dar. Um drama ou uma comédia, isso era
indiferente. Alguém teria que matar e alguém teria que ser morto. Tempicos começou por idealizar uma moça, jovem, roliça
natural de Sobral de Monte Agraço. Nos anos 60, tinha dado o salto para
França, à procura de trabalho e de fama. Se tropeçasse em homem rico também
calhava. Mas não seria fácil. A primeira ocupação que arranjou, provisória –
para assentar arrais foi a de “concierge”. Nas folgas ia
até ao “BalaJô”, rue de Lappe, dançar umas “musettes” e
acabava a beber um copo no “caveau” onde cantava
Juliette Greco. Fizeram-se amigas e o “milieu”
abriu-se à Maria Pontes que rapidamente arranjou pseudónimo: Madame Point. Um dia sai-lhe
na rifa um tal Mendés-de-Chamborziac,
viúvo, dono do castelo de Chamborg, no Loire. Não
se desaproveitou e rapidamente viu-se no castelo, rodeada de mordomias e
claro teve que mudar de nome. Desta vez escolheu Lilly
de Chamborg.
Rapidamente a
nossa Lilly teve que arranjar um motorista para
conduzir o seu Ferrari. Saí-lhe Joseph
d´Ambrosio um motorista que desenrascava. Para a cozinha
manteve Arnéss uma bretã baixinha, mas muito viva
que fazia uns petiscos de primeira. Dizia-se que gostava de ouvir histórias
picantes (poivrés). Para todos os
serviços tinha um moço forte e peitudo que se chamava Anarda (leia-se Anardá) Na casa vivia
ainda uma menina (au pair) que trocara com a filha
de Mendés seu nome era Kátinha
Vanessa, uma moça (100% virgem, afirmava-se) endiabrada. Uma vez que Mendés caía muitas vezes do cavalo quando das caçadas,
resolveram contratar uma enfermeira Frau Jeremein. Uma mulher que lhe tratava da saúde e de outros
achaques… Aos domingos,
vinha dar missa o cónego Novenat um personagem
complicado que diziam era bi. Muita intriga
se tecia naquele castelo. Dizia-se que Novenat
queria à força mostrar os paramentos à Menina Kátinha,
à Frau Jeremein e ao
Anarda, ele não era esquisito. Dizia-se que
Madame Point (Lilly)
facilitava. Dizia-se que Anarda e Joseph assim que podiam espreitavam Kátinha. Mas de certo só temos a
morte de Mendés, atravessado por uma flecha de caça
ao veado, e para resolver esse imbróglio foi chamado um detective
que passava de férias lá pela terra. Andava a visitar os castelos do Loire. Tempicos de seu nome. Homem que raramente
se enganava. Fontes: Blogue Repórter de
Ocasião, 14 de Junho de 2026 TEMPICOS NO CASTELO
DE CHAMBORG, Edições Fora da Lei, Ano de 2011 |
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© DANIEL FALCÃO |
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