INTRÓITO

Uma iniciativa inédita nas páginas do Código Secreto

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EPISÓDIO 13.

A MELHOR DEFESA É O ATAQUE

Severina

Só a minha indecisão sobre o testemunho do lenço ensanguentado me deteve. Formava-se no meu espírito uma ligação entre o lenço sujo de sangue e o conhecimento da irmã do padre sobre o aparecimento do corpo do desaparecido, com a sua presença nesses lados – quem sabe se para um encontro com o misterioso Dr. Fortes! Talvez o lenço lhe pertencesse e o tenha perdido nesse dia ao passar por ali, sendo utilizado por outra pessoa a tentar estancar o sangue do desconhecido.

Naquele breve Instante, ideias novas deslizavam pela minha mente com enorme rapidez e concisão: Com que arma fora o homem atingido na nuca? Com uma espingarda? Quem as usava?… E o padre? Teria sido com um tiro da mesma arma? E as razões que pensava ter contra mim seriam justas em relação a outra pessoa com quem me confundira?

Mas, Matos Vargas esperava uma resposta.

– Prefiro a sua primeira pergunta. Quem melhor poderá falar do Dr. Fortes senão ele? Porque não vai interrogá-lo? Talvez queira esperar, ainda, pelo telefonema…

Depois de breve silêncio, durante o qual Matos Vargas ponderava no que lhe dissera, anuiu: – Tem razão. Vou esperar! Todavia não julgue que se escapa assim! Quem foi que o visitou logo pela manhã em sua casa? Teve notícias depois? Quem acha que teria interesse em lhe apanhar o cachimbo? Por mim, penso que o assassino do padre esteve em sua Casa...

– Exagera. Logo pela manhã? Ninguém… Lembre-se que pela manhã ainda o padre não fora morto. Só se fosse crime premeditado com intenção de me comprometer…!

 

Fontes:

Secção Código Secreto nº 228, 14 de Julho de 1988

Blogue Repórter de Ocasião, 1 de Julho de 2026

 

© DANIEL FALCÃO