|
Uma iniciativa
inédita nas páginas do Código Secreto Episódio
anterior: 12. – DEMASIADAS
NEGLIGÊNCIAS | Severina Episódio
seguinte: 14. – BOMBA
| Med Vet |
EPISÓDIO 13. A MELHOR DEFESA É O ATAQUE Severina Só a minha indecisão sobre o testemunho do lenço
ensanguentado me deteve. Formava-se no meu espírito uma ligação entre o lenço
sujo de sangue e o conhecimento da irmã do padre sobre o aparecimento do
corpo do desaparecido, com a sua presença nesses lados – quem sabe se para um
encontro com o misterioso Dr. Fortes! Talvez o lenço lhe pertencesse e o
tenha perdido nesse dia ao passar por ali, sendo utilizado por outra pessoa a
tentar estancar o sangue do desconhecido. Naquele breve Instante, ideias novas deslizavam
pela minha mente com enorme rapidez e concisão: Com que arma fora o homem
atingido na nuca? Com uma espingarda? Quem as usava?… E o padre? Teria sido
com um tiro da mesma arma? E as razões que pensava ter contra mim seriam
justas em relação a outra pessoa com quem me confundira? Mas, Matos Vargas esperava uma resposta. – Prefiro a sua primeira pergunta. Quem melhor
poderá falar do Dr. Fortes senão ele? Porque não vai interrogá-lo? Talvez
queira esperar, ainda, pelo telefonema… Depois de breve silêncio, durante o qual Matos
Vargas ponderava no que lhe dissera, anuiu: – Tem razão. Vou esperar! Todavia
não julgue que se escapa assim! Quem foi que o visitou logo pela manhã em sua
casa? Teve notícias depois? Quem acha que teria interesse em lhe apanhar o
cachimbo? Por mim, penso que o assassino do padre esteve em sua Casa... – Exagera. Logo pela manhã? Ninguém… Lembre-se que pela manhã ainda o padre não fora morto.
Só se fosse crime premeditado com intenção de me comprometer…! Fontes: Secção Código Secreto nº 228, 14 de Julho de 1988 Blogue Repórter de
Ocasião, 1 de Julho de 2026 |
|
© DANIEL FALCÃO |
|
|
|
|