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Uma iniciativa
inédita nas páginas do Código Secreto Episódio
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BRONCA | Luís Correia |
EPISÓDIO 15. RECORDAÇÕES DA CASA DOS MORTOS Med Vet Recusei-me a acreditar nos meus ouvidos. Como!
Pois toda a gente vira que o desconhecido estava morto… Mas, depois, comecei
a pensar. Afinal, quem chegara mais perto do morto tinha-o feito apenas para
procurar os seus documentos, provavelmente a tremer e com pressa, e este
tinha desaparecido antes de ser examinado pelo médico da polícia… Podia,
portanto, estar só desmaiado, acordando na ausência do guarda e pondo-se ao
fresco… Sorri, pensando na cara que o guarda faria se visse o “morto”
levantar-se... – Vou já para lá. Talvez queira vir comigo?!... Não esperei que repetisse o convite. Afinal, já
estava metido na história até ao pescoço… Ao ver-nos entrar, o cabo dirigiu-se ao meu
companheiro apontou-nos o homem. Perante o testemunho dos meus olhos, fui forçado
a render-me à evidência. O homem, cujo “cadáver” eu vira pouco tempo antes
estava ali, com a nuca e quase toda a cabeça coberta de gaze, muito pálido;
mas foi com voz firme que respondeu ao meu companheiro, que, depois de se
identificar verbalmente, lhe perguntara o nome e o que fazia ali. – Chamo-me João Saraiva e moro no Porto. Cheguei
há uma semana a esta região… Sabe, dedico-me ao estudo da fauna silvestre e
estou a fazer uma monografia sobre o Parque da Peneda-Gerês e zonas vizinhas…
Acontece que me dedico principalmente aos cervídeos – claro que os nossos não
são nada comparados com os que vi em Moçambique… Assim, estudo os rebanhos
domésticos para tentar estabelecer padrões de raças. Foi depois de uma viagem
que resolvi parar aqui para comer qualquer coisa. No café vi um velho
conhecido de África… – Quem?! – Não deve conhecê-lo – disse, dirigindo os olhos
baços ao Matos Vargas – chama-se António Galhardo Fortes. Fontes: Secção Código Secreto nº 230, 28 de Julho de 1988 Blogue Repórter de
Ocasião, 15 de Julho de 2026 |
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© DANIEL FALCÃO |
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