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Uma iniciativa
inédita nas páginas do Código Secreto Episódio
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PÓLVORA | Lurdes C. |
EPISÓDIO 34. MANUEL ROCHA Samuel T. Manuel Rocha ia com pressa tinha partido às 5
horas da manhã de Santarém, onde carregara fardos de palha, e o raio do
camião não parava de abanar nas curvas, devido à carga alta. Tinha de deixar 50 fardos em Paredes do Couro e
distribuir mais alguns lotes por outras terreolas, passando por “estradas”
cheias de buracos e estreitas “p´ra burro”. “Vamos apanhá-la, caramba… ela não pode escapar”
– rugia o Vargas carregando no acelerador sempre que podia e metendo mudanças
como se fosse num rallye. O Rocha, depois da distribuição queria ir para
casa e comer qualquer coisa de jeito que o fizesse esquecer a comida de
restaurante, que lhe dava cabo do estômago, queria ver a mulher e o filho. E
dormir, dormir o suficiente para se sentir recuperado e recomeçar nova
“tirada”. EFE Mendes estava com medo, – se é que ele podia
ter medo - da forma de conduzir do Matos Vargas. Poucos minutos antes passara por si um carro,
conduzido por uma mulher que quase o fizera sair da estrada. “Esta gente anda
doida” pensou o Rocha, pensando em tudo o que via na estrada. Depois, os seus
olhos abriram-se-lhe muito, em espanto, e sentiu quase de imediato um
estrondo na parte fronteira do camião. Sentiu-se projectado
contra o vidro e… nada mais! Abaixo do seu corpo, um carro, agora mais
pequeno, quase passara em folha, como amalgama de ferro retorcido, por baixo
da cabine. Fontes: Secção Código Secreto nº 245, 24 de Novembro de
1988 Blogue Repórter de
Ocasião, 28 de Outubro de 2026 |
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© DANIEL FALCÃO |
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