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Uma iniciativa
inédita nas páginas do Código Secreto Episódio
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EPISÓDIO 35. UM BARRIL DE PÓLVORA Lourdes C. O Inspector Rodriguinho recebeu o recado do Matos
Vargas sentado à sua secretária na Sede da PJ. Tinha mandado o Vargas tratar do assunto em
Paredes do Couro porque estava convencido que haveria uma ligação entre
aquele caso e a fortuna repentina que alguns habitantes do local iam
amealhando em velocidade nada de acordo com as margens de lucro na pecuária e
na agricultura. A investigação começara por uma questão quase sem
importância como começam algumas questões. Havia cerca de dois anos, um
taberneiro dera um tiro de caçadeira num indivíduo que supostamente se andava
a fazer à mulher daquele. O assunto quase caíra no esquecimento, depois. O
ofendido retirara a queixa e o julgamento resultara numa pena quase simbólica
para o taberneiro, que ficara, no entanto, proibido de ter caçadeira, duram
te algum tempo. O então ofendido metera-se, mais tarde, noutra
alhada mais simples dado que daquela vez não levara nenhum tiro. D. Juan por
vocação, acabara sendo detido por ter despojado uma amante de algumas das
suas joias de família e, por acaso, fora o Inspector Rodriguinho que, estando
de piquete, se encarregara de tomar nota das suas declarações. A princípio não se apercebera de nada, era um
caso relativamente simples, e assim parecia continuar. No entanto, o D. Juan
falhado, certamente porque vira muitos filmes policiais, surpreendera-o ao
propor-lhe um acordo. Fontes: Secção Código Secreto nº 245, 24 de Novembro de
1988 Blogue Repórter de
Ocasião, 28 de Outubro de 2026 |
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© DANIEL FALCÃO |
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