INTRÓITO

Uma iniciativa inédita nas páginas do Código Secreto

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[… a publicar no dia 4 de Novembro …]

 

EPISÓDIO 35.

UM BARRIL DE PÓLVORA

Lourdes C.

O Inspector Rodriguinho recebeu o recado do Matos Vargas sentado à sua secretária na Sede da PJ.

Tinha mandado o Vargas tratar do assunto em Paredes do Couro porque estava convencido que haveria uma ligação entre aquele caso e a fortuna repentina que alguns habitantes do local iam amealhando em velocidade nada de acordo com as margens de lucro na pecuária e na agricultura.

A investigação começara por uma questão quase sem importância como começam algumas questões. Havia cerca de dois anos, um taberneiro dera um tiro de caçadeira num indivíduo que supostamente se andava a fazer à mulher daquele. O assunto quase caíra no esquecimento, depois. O ofendido retirara a queixa e o julgamento resultara numa pena quase simbólica para o taberneiro, que ficara, no entanto, proibido de ter caçadeira, duram te algum tempo.

O então ofendido metera-se, mais tarde, noutra alhada mais simples dado que daquela vez não levara nenhum tiro. D. Juan por vocação, acabara sendo detido por ter despojado uma amante de algumas das suas joias de família e, por acaso, fora o Inspector Rodriguinho que, estando de piquete, se encarregara de tomar nota das suas declarações.

A princípio não se apercebera de nada, era um caso relativamente simples, e assim parecia continuar. No entanto, o D. Juan falhado, certamente porque vira muitos filmes policiais, surpreendera-o ao propor-lhe um acordo.

 

Fontes:

Secção Código Secreto nº 245, 24 de Novembro de 1988

Blogue Repórter de Ocasião, 28 de Outubro de 2026

 

© DANIEL FALCÃO