Autor

Bob Tavis

 

Data

15 de Março de 1986

 

Secção

Mistério... Policiário [464]

 

Competição

Torneio Policiário "Iniciados"

Problema nº 3

 

Publicação

Mundo de Aventuras [571]

 

 

UM CASO DE BRUXAS

Bob Tavis

Ilustração de José Projecto

Inacreditavelmente, Saturno encontrava-se ali numa chamada «casa de bruxas», acompanhado do seu grande amigo Jorge Vieira. Na verdade era assim que todos lhe chamavam embora não fosse esse o, seu verdadeiro nome, mas sim: Carlos Jorge Furtado da Silva. Após a morte de sua mãe, fora adoptado por uma senhora da alta roda que com a sua permissão, lhe pusera o apelido de Vieira.

Embora Saturno não se interessasse muito por aquele tipo de coisas, acompanhou o pobre rapaz que estava convencido de que iria falar com o espírito de sua mãe.

A «Sacerdotisa», tal como ela se denominava, chegou e, logo que entraram no gabinete:

– Queiram acomodar-se, por favor.

Saturno reparou na pequena mesa, rectangular, de pinho, naturalmente…

– Lembrem-se – disse a «Sacerdotisa» em voz baixa: – Temos de estar muito concentrados, pois só assim, os espíritos podem comunicar comigo, e eu transmitir-lhes-ei a sua mensagem. De tempos em tempos, os espíritos vêm à terra para saber notícias dos que lhe são queridos… Esta é a primeira vinda do espírito da Dona Alexandrina à terra. Concentrem-se!

Saturno olhava atentamente para a bruxa, que fechara os olhos nesse momento. As luzes apagaram-se, e a sala estava completamente às escuras sem as pequenas velas em cima da mesa.

– Carlos… – começou. – Alexandrina Henriques chama o seu filho… Carlos, Carlos Vieira, vem, meu filho, sou a tua mãe… Desde a minha morte que não te vejo… Estou junto do teu avô e de teu pai… Como vai a escola? Carlos, confia nesta senhora, pois sem ela não nos podemos comunicar… Voltarei, Carlos, para saber mais notícias; por agora, diz à «Sacerdotisa» o que me queres dizer a mim. Adeus, meu filho…

As luzes acenderam-se. Depois de uma conversa entre a bruxa e Carlos, Saturno foi ter com ela e dirigiu-se-lhe com estes modos muito directos:

– Com que direito faz a senhora isto? Sabe que posso processá-la? E é isso que vou fazer, e fique sabendo que tenho provas contra si!

 

Na verdade Saturno tinha mesmo uma prova contra eia. Qual era?

 

SOLUÇÃO (não publicada)

© DANIEL FALCÃO