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Autor Data 6 de Junho de 1957 Secção Quem
Foi? [120] Competição I Problema – VI Torneio Publicação Mundo de Aventuras [408] |
Solução de: UM PEQUENO PORMENOR Detective Sem Nome Solução apresentada por Vítor Hugo 1) A decisão do inspector Huxley foi, com efeito,
acertada, pois se Isabel Calheiros foi a autora do delito, o médico não
deixou de ser cúmplice e, possivelmente, instigador… 2) O inspector verificou que no cesto dos papéis se
encontrava uma bolinha de algodão cheirando a álcool. Quem já levou ou deu
injecções sabe bem a finalidade destas bolinhas: desinfectar a agulha e
também a parte que vai ser picada. No entanto, o inspector por mais que
procurasse não encontrou a seringa que teria servido para dar a injecção. Isabel Calheiros, em determinado ponto do seu
depoimento, afirma ter ido ao quarto do irmão e tê-lo encontrado a dormir.
Porém, mais adiante, afirma que ele devia estar desmaiado. Ora, se ela não
abriu a luz, como podia fazer semelhantes afirmações? Garantiu também que não
se demorara muito, mas as pontas de cigarro provam o contrário. Portanto, ela
foi ao quarto e esteve ali algum tempo, pelo menos o indispensável para poder
fumar dois cigarros. Como mais ninguém sabia dar injecções, só ela o podia
ter feito, uma vez que era enfermeira profissional e possuía uma farmácia portátil.
A sua culpabilidade está, pois, provada! Mas, onde foi ela arranjar a morfina? Sabemos que
não era morfinómana, pois os indícios são muito claros, e logo não podiam
passar despercebidos a Huxley. Só podia ter sido o médico que lha arranjou, e nisso
reside a sua culpa. Se ele foi o instigador do delito, só a polícia o pode
provar; no entanto, não tinha o direito, em caso algum, de fornecer uma dose
excessiva, que sabia ir provocar a morte do seu cliente. Um bom interrogatório forneceria o grau de culpabilidade
do médico neste caso. |
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© DANIEL FALCÃO |
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