Autor

Excalibur

 

Data

Março de 1987

 

Secção

Secção Criminal [2]

 

Publicação

XYZ-Magazine [34]

 

 

O ACONTECIMENTO INSÓLITO!…

Excalibur

 

Estávamos num dia de Primavera, dia 27 de Abril de 1985. Dia magnífico, na cidade já se viam algumas pessoas de manga curta, pois já se fazia sentir o magnífico calor da Primavera. O Ti Zé, nem por isso, tinha lá muito calor, pois era um pouco velhote e devido à idade já não tinha a mesma energia da sua juventude. Quando veio das compras, pois era solteiro e vivia sozinho, foi preparar o almoço. Nesse dia, por acaso, até apareceram os Primos António Pereira e Alberto Laranjeira.

 

Foi um almoço maravilhoso, só que depois os dois primos (António e Alberto) saíram para passear um pouco e logo de seguida apareceu o vizinho do lado que fez companhia ao Ti Zé durante a ausência dos primos. O vizinho do lado que era uma pessoa séria, incapaz de qualquer brincadeira de mau gosto ou de outra brincadeira qualquer, fazia sempre companhia ao Ti Zé, não só em grandes serões, mas também durante o dia. Também era solteiro e vivia só. A companhia nesse dia tinha sido pequena, pois por volta das 16 horas o Senhor Manuel (o vizinho do lado) precisou de sair para a rua. Mais ou menos à mesma hora foi o primo Alberto, sozinho, despedir-se do primo. O primo António ficara lá em baixo entretido a falar com a D. Suzete. Em seguida foi o António, já depois de se despedir do primo Alberto.

 

O julgamento, do caso da morte do Ti Zé, (que ocorreu no dia da visita dos primos, pelas 16 horas) foi uma semana depois.

António, diz ter sido o último a entrar em casa e ao penetrar nesta, depara com o seu primo Zé, morto, e com a fruteira caída no chão com algumas peras também espalhadas. A vítima tinha, igualmente, uma pera fechada na mão. Diz também ter ficado um pouco espantado, e ainda mais ficou ao ver sangue derramado e uma faca espetada no peito de seu primo, sendo daí que provinha o sangue. Aflito diz ter chamado uma ambulância do 115 e diz também ter telefonado de imediato para a P. J. para assim investigarem o caso.

 

E agora quem é que quer ajudar o INSPECTOR ESPADINHA e os agentes da P. J. a descobrir este caso?

Será que foi algum dos primos, senão, digam lá quem foi. E porquê?

 

SOLUÇÃO NÃO PUBLICADA

© DANIEL FALCÃO