Autor

Ferman

 

Data

1 de Março de 1976

 

Secção

Há horas para tudo... esta é a HORA do Policiário

 

Publicação

Especial Mundo de Aventuras [5]

 

 

O CASO DO INSPECTOR ASSASSINADO

Ferman

 

Naquela noite o Inspector Tavares tinha-se divertido a valer. Não era para admirar, pois tinham-lhe concedido um dia de completa liberdade, prémio da sua dedicação e aplicação aos serviços.

Eram umas 23 e 30, quando saiu do Restaurante, dirigindo-se para casa. Ao virar uma esquina desértica e escura ouviu um som abafar-se atrás de si. Voltou-se… mas não descortinou nada, nem ninguém. No entanto ficou-lhe a desagradável impressão de ser seguido… Alguns minutos mais tarde ouviu de novo passos atrás de si, já muito perto… Virou-se com a sua lanterna em punho, mas nada viu… A coisa começava a preocupá-lo bastante…

Mais alguns passos, e de novo o pressentimento de que era seguido. Virou uma esquina e escondeu-se rapidamente. Ouviu então, nitidamente, sons de passos apressados… Escondeu-se ainda melhor… E quando o seu suposto perseguidor ia a passar por ele, Tavares deitou-lhe a mão ao pescoço. O outro virou-se rápida e agilmente, dando a mostrar e sua cara. Logo o Inspector Tavares o reconheceu. Tentou dominar o outro que, não obstante a força de Tavares, lhe deu um potente soco que o deitou por terra. Depois pegou numa arma branca e espetou-a no corpo do Inspector na mesma altura em que este recobrava os sentidos. A dor profunda que sentiu fê-lo soltar um estridente grito. Tinha sido apunhalado nas costas. Já não havia salvação e, enquanto o assassino fugia, Tavares, num supremo esforço, tirou de uma das algibeiras do seu sobretudo uma pequena chave-gazua… depois… mais nada. Morrera.

Na Polícia, a notícia causou enorme desgosto entre os seus camaradas. Alguns dos mais íntimos ofereceram-se para desvendar tão incrível caso embora a única pista, exígua, fosse aquela pequena chave-gazua…

Na sua brilhante carreira, Tavares tinha ganho vários inimigos jurados. Conseguiu-se apurar seis suspeitos que, presos por ele, já se encontravam em liberdade. Eram eles:

José Miguel – 38 anos, acusado de homicídios e roubos;

Paulo Ramos – 55 anos, acusado de ter participado em vários assaltos à mão armada, com várias mortes involuntárias (?), no seu cadastro;

João Fagulha – 26 anos, acusado de tráfego de estupefacientes;

Jacinto Lopes – 33 anos, acusado de carteirista;

João Francisco – 38 anos, assaltante de casas e arrombador de cofres, com alguns homicídios involuntários;

Jaime Catarino – 47 anos, acusado de roubos diversos e também de homicídios involuntários.

 

1 – Quem pensa que foi o assassino?

2 – Porquê?  

 

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