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Autor Data Outubro-Novembro de 1982 Secção Competição Problema nº 2 Publicação XYZ-Magazine [25] |
Solução de: CRIME… OU TALVEZ NÃO Inspector Young 1º
– Tratava-se dum crime, sem sombra de qualquer dúvida. 2º
a) – Na hipótese de Mr. Charles se querer suicidar, teria alegada os motivos
que o levaram a tal decisão. b)
Um tiro dado na fronte causa morte instantânea, e se Mr. Charles o houvesse
feito, na posição em que teria o braço, este, ao tombar, teria largado a arma,
o que não sucedeu. O corpo, estando direito e perdendo a sua flexibilidade,
tombaria no sentido para onde pendesse a cabeça. Os pingos de sangue que se
notam na carpete, podem atribuir-se à deslocação do corpo para a posição em
que foi encontrado. c)
– Thomaz, ao dizer como encontrara Mr. Charles, mentia, pois, pelo buraco da
fechadura, era-lhe vedado parte do espaço visual do escritório. d)
– Ao afirmar que não deixara entrar ninguém no quarto de seu irmão, sem que a
polícia chegasse, a fim de não comprometer aa investigações que se verificam
nestes casos de suicídio, Henry comprometia-se, pois sem ter entrado no
quarto já sabia que seu irmão morrera por suicídio. Isto demonstrava que Mr.
Henry tentava levar a opinião da polícia para esse lado. Além disso, era o
único a lucrar com a morte do irmão e o desaparecimento do testamento feito a
favor do Mary. e)
– A janela aberta contraria ainda a afirmação de Henry, ao garantir que
ninguém entrara no quarto. Como o inspector havia notado no jornal dessa
manhã, o tempo estivera tempestuoso e, sobre a madrugada, soprara forte
nortada. Como
a janela estava virada ao norte, os documentos da secretária deviam encontrar-se
espalhados e o chão molhado da chuva. Portanto, alguém abrira a janela depois
do mau tempo e esse alguém só podia ter sido o criado Thomaz, de manhã,
quando procurava o patrão. A
desculpa de que apenas espreitara pelo buraco da fechadura deve ter sido
arranjada para evitar as perguntas sugeridas pelo facto de ter sido a primeira
pessoa a entrar no quarto. f)
– A morte decorreu entre as 23 e as 24 horas. As restantes declarações de
Mary, Hammer e Peter conjugam-se. Thomaz também nada beneficia com a morte do
patrão, resta-nos portanto… Henry – o criminoso. A
maneira como tentou levar a opinião do inspector para um suicídio prova o
conhecimento antecipadamente da posição em que o cadáver seria encontrado. Prova
suficiente para ser condenado. |
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© DANIEL FALCÃO |
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