Autor

Inspetor Esmeril

 

Data

1 de Julho de 2026

 

Secção

O Desafio dos Enigmas [247]

 

Competição

Torneio “Solução à Vista!” – 2026

Problema nº 7

 

Publicação

Audiência GP Grande Porto

 

 

O ESTRANHO CASO DO JOKER

Inspetor Esmeril

 

Reuniram-se no café do costume, o Rei de Ouros, o Valete de Copas e o Ás de Paus.

Uma notícia tenebrosa corria na cidade.

Sabia-se apenas que o Joker, conhecido entre eles pela alcunha “Zorba”, e algumas vezes, na brincadeira: esta carta não existe! ‒ com o cognome o “mito”, caíra na valeta e se dissolvera de modo, absolutamente insólito, à beira da estrada.

Porquê? O Joker não estorvava ninguém.

Estavam “baralhados”.

O médico legista, disse que fora morto, perto das 4 horas da manhã, molhado com ácido não identificado, alguma substância nova.

Foi inquirindo, enquanto se aguardava a polícia.

‒ Que sabeis meus caros, vós sois amigos do falecido, quem teria motivos para o matar?

‒ O Joker era uma carta amiga, ‒ começou a dizer o Valete de Copas ‒ não tinha inimigos.

O Às de Paus, ainda olhava o seu café, e ouvira dizer, que o Joker, em tempos, teria seduzido a Rainha de Copas, e “repousara” com ela no Hotel do “baralho”, às ocultas do cônjuge. Esse dito afetara a sua reputação.

O Rei de Ouros, disse que conhecia a Rainha, e ela jamais daria semelhante passo. Mas a ser verdade, o marido enganado será o suspeito principal.

O patologista tomou nota das declarações, e transmitiu-as ao agente da autoridade, que, entretanto, chegara.

‒ Sabeis caros amigos, do paradeiro da Rainha de Copas e do Rei de Copas, seu marido, para serem ouvidos? ‒ perguntou o Agente.

Disseram desconhecer o “baralho” afeto à sua residência.

O Agente, ligou à central, e comunicou ao Inspetor-Chefe, para se iniciar a busca às cartas.

‒ Eles estão aqui. ‒ respondeu o superior hierárquico ‒ Dizem que não têm nada a ver com o caso. A Rainha esteve com ele, não conhecia ainda o hotel, tratou-o bem. O Rei vai pedir o divórcio. Está inocente. Esquadrinhem o local do crime.

O agente voltou ao o sítio da ocorrência. Regressou com uma mensagem, em formato de carta, que escapara nas primeiras observações:

Porém, quanto mais o Agente olhava, menos parecia entender. Isto de facto quer dizer alguma coisa ‒ pensava com os seus botões. Sem dúvida que a vítima, na sua agonia, ainda conseguira deixar uma pista, para se encontrar o criminoso.

O telemóvel fez-se ouvir. A música da “Missão Impossível”, que ele apreciava, naquele instante irritou-o. ‒ Terei de mudar o toque.

Atendeu.

‒ Afirmativo Inspetor-Chefe. Acabei de solucionar o caso.

 

E vocês, caros amigos, o que acham? A que conclusão terá chegado o Agente??

 

© DANIEL FALCÃO