Autor

L. P.

 

Data

Outubro de 1975

 

Secção

Há horas para tudo... esta é a HORA do Policiário

 

Publicação

Especial Mundo de Aventuras [3]

 

 

O CASO «RUBIDICALE»

L. P.

 

Era domingo. O Sol invadia a sala onde se encontrava o diamante «RUBIDICALE», o mais valioso de uma vasta colecção aí exposta, transmitindo-lhe um brilho extraordinário. A figura mostra como se encontrava o diamante exposto. O cilindro de vidro era aberto no fundo. A altura do cilindro ao solo era de 10 cm. O diamante distava 1 m e 70 cm do solo. O diâmetro do cilindro de vidro era de 10 cm. As células fotoeléctricas D e E, estavam ligadas a um sistema de alarme. O mais leve objecto que passasse entre elas, accionava de imediato o alarme, assim como qualquer outro toque no cilindro, mesmo de média intensidade. O alarme soava na casa do guarda e na esquadra da Polícia, que ficava logo atrás do prédio de exposições. O alarme soou às 15 h e 25 m. O guarda declarou que demorou cerca de 20 s a chegar ao local, nada vendo de anormal, a não ser que o diamante desaparecera, e que a porta se encontrava apenas encostada.

O Inspector Fidalgo, chamado ao local, depois de ouvir as declarações do guarda, reflectiu:

1 – A porta podia ter sido aberta por urna chave falsa, pelo que nada indica que fosse o guarda o autor do roubo;

2 – Por outro lado, o guarda era a única pessoa dentro da casa;

3 – O cilindro de vidro não tinha sido partido;

4 – O uso de um ferro ou outro objecto qualquer, para ir lá acima puxar o diamante, faria soar o alarme, ainda ao subir, o que impedia que o ladrão pudesse executar o golpe em 20 segundos;

5 – Um braço… Não, era impossível, não só pelo que foi dito em (4), mas também pela altura do diamante ao solo, e do pequeno diâmetro do cilindro;

6 – O alarme só podia ser desligado na esquadra da polícia.

Enfim, um caso dificílimo. A não ser que…

– Sim, disse o inspector, só pode ter sido assim! Só que nada adianto em relação ao ladrão…

Com efeito, dias mais tarde foi preso um larápio profissional, que confessou como tinha levado a cabo o roubo. O acto coincidia com a hipótese formulada.

Posto isto, pergunto:

a) Como foi levado a cabo o golpe?

(Não pergunto (evidentemente) quem foi o ladrão!)

– Mas o seu poder de inventiva vai descrever como foi…

 

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