Autor

Marvel, Misterioso Mascarado

 

Data

27 de Junho de 1957

 

Secção

Quem Foi? [123]

 

Competição

Torneio "Detective Sem Nome"

 

Publicação

Mundo de Aventuras [411]

 

 

NUMA NOITE DE CHUVA…

Marvel, Misterioso Mascarado

 

Os dois carros da polícia corriam velozmente. A chuva caía forte, obrigando os pára-brisas a trabalho constante.

Finalmente, os carros estacaram defronte da moradia de Roy Smith, conhecido financeiro. Um dos polícias bateu, e pouco depois a porta abria-se, dando passagem aos agentes.

O inspector Sampson, acompanhado de Carlos Bramble, conhecido romancista policiário e seu amigo íntimo, e dos agentes, excepto um, que ficara à porta junto do bengaleiro, seguiram o criado, escadaria acima. Percorrido um longo corredor, detiveram-se à entrada do gabinete de Smith, onde se encontrava o corpo deste, caído ao lado de uma cadeira junto da secretária. O financeiro tinha uma bala no peito, perto do coração.

– «Morte instantânea» – disse o médico legista, após demorado exame.

Enquanto Sampson interrogava o criado, a cozinheira e Dalton – sobrinho da vítima – Bamble notava que o gabinete tinha duas portas – uma aquela por onde haviam entrado, outra… Para se tirar de dúvidas abriu-a, achando-se num pequeno corredor. Em frente, uma outra porta que também abriu. Pelo que viu, concluiu tratar-se da copa. Satisfeito, fechou a porta e percorreu o corredor que formava uma esquina. Ao fundo, situava-se a cozinha.

A voz do inspector, perguntando à cozinheira «Que sabe disto?», fê-lo regressar ao ponto de partida.

A serviçal, ligeiramente embaraçada peia rudeza de Sampson, começou a falar:

– «Estava na cozinha quando o tiro soou. Como me parecesse ter partido daqui, vim para cá e encontrei o senhor Dalton e o criado inclinados sobre o corpo de Mr. Smith.»

– E é tudo o que sabe, não é assim? – inquiriu o inspector, franzindo o sobrolho.

– Absolutamente, senhor – disse a pobre mulher, baixando o olhar.

Sampson, friamente, volveu a sua atenção para Dalton, que, descontraído, aguardava a sua vez.

– E o senhor que tem para nos dizer?

– Tinha vindo, de fugida, visitar o meu tio e, após algum tempo de conversa, retirei-me. Apressado, desci as escadas, e sem me deter abri a porta. Ia a sair quando o tiro, que supus ter soado no gabinete do meu tio, me fez estacar. Corri e encontrei o criado debruçado sobre o corpo, estendido na posição em que o encontrou, inspector.

O criado confirmou as declarações dos outros depoentes e disse que estava na copa quando o tiro soou.

Bramble, vivamente interessado, perguntou ao Inspector:

– E a arma?

Sampson acendeu um cigarro e respondeu baixinho:

– Encontrámo-la ali a um canto, desprovida de impressões.

– Qual é o seu parecer, inspector? – tornou o escritor.

– Ora! Trata-se de um caso simples, mesmo muito simples. A solução vem ao nosso encontro, em vez de… Olhe…

 

PERGUNTA-SE:

1) Quem foi o culpado?

2) Quais os pormenores denunciantes?

3) Como se deve ter passado o caso?

 

 

© DANIEL FALCÃO