Autor

O Gráfico

 

Data

25 de Janeiro de 2026

 

Secção

Repórter de Ocasião

 

Publicação

Blogue Repórter de Ocasião

 

 

Solução de:

MORTE NA TIPOGRAFIA

O Gráfico

 

Nos Problemas Policiários, em todas as narrações, é sabido que estamos perante uma história de ficção e neste caso, em MORTE NA TIPOGRAFIA, existiam duas evidências que se tornavam no cerne da questão… na tentativa de o leitor/decifrador/investigador encontrar de um modo lógico, racional e irrefutável, com provas sólidas e justificadas, o verdadeiro homicida ou a assassina provável… uma vez que entre os suspeitos indicados um… era do sexo feminino.

Depois de lido muitíssimo bem, o texto, e analisadas todas as descrições… um possível quiproquó rapidamente se instalava no cérebro, as chamadas “células cinzentas”, dos solucionistas… porque tendo em conta a “palavra misteriosa” Qaqortoq, deixada pela vítima, na tentativa de denunciar quem o agrediu… e o facto de ela ter derrubado as latas de tinta amarela (e não de uma outra qualquer cor… note-se!...) TODOS OS SUSPEITOS continham sinais que estavam à vista de todos… de “coisas amarelas”! Logo… TODOS podiam ter sidos culpados… havia então que separar o trigo do joio, para se chegar à indicação certa de quem teria assassinado o Mário Marmelo que, por sinal, também o seu apelido tinha sintomas de amarelo!

A palavra misteriosa que quase não fazia sentido, escrita pela vítima com a tinta amarela – utilizando o seu dedo indicador, proveniente das latas que derrubou – no estertor da morte, Qaqortoq, na tentativa de denunciar o seu assassino, pesquisada no Google, leva-nos para a Gronelândia, uma pequena cidade situada a Sul que é a mais populosa da ilha. O seu nome Qaqortoq, pronunciado em dinamarquês é Julianehåb. Ora, um dos suspeitos tem o nome de Júlia e sobrenome de Latas, era a mulher da limpeza, mas seria pouco provável, àquela hora, de almoço, aparecer na Tipografia, na intenção de assassinar o Super Mário e é, no imediato, posta de parte, como se fosse ela a homicida, porque a pergunta que se faz é sobre “quem foi o assassino”… “O Inspector Rodriguinho e o seu Ajudante Lumafero tiveram, mesmo, de se debruçar horas e horas… sobre o cenário do crime… para descobrir o assassino!”

Todos os suspeitos eram “inimigos” do Mário Marmelo e todos apresentavam sinais distintos relacionados com a cor amarela, e logo a vítima, entre outras cores, escolheu precisamente a tinta amarela… um indício… para deixar uma pista para identificar o seu agressor.

A Júlia Latas era adepta do Almada Atlético Clube, cuja camisola principal é de cor amarela. Mas já se provou que o Inspector Rodriguinho e o seu Ajudante “descobriram o assassino”… masculino. Fica ilibada.

Além disso, a Júlia Latas (cujo apelido também se podia associar às latas derramadas!) só queria distância em relação ao Mário Marmelo… nunca iria à Tipografia numa hora do almoço sabendo que ele lá se encontrava sozinho e o assédio sexual não seria razão para uma morte tão trágica, como aquela que vitimou Mário Marmelo, um homem que seria forte pela sua experiência de vida até trabalhar como Pescador nos mares gelados da Gronelândia.

O Joaquim Cacho (cacho de bananas…) era natural de Amareleja (amarel…), vendia-lhe bananas (amarelas…) e tinha as alcunhas de Quim, Quinito e Quico. Se reparamos bem, a “palavra misteriosa” tinha 3 letras “q”! Todavia, à vítima bastava-lhe desenhar uma banana, no último suspiro de vida…, para identificar o comerciante Alentejano!

A palavra Qaqortoq, no seu sentido etimológico é um nome Gronelandês, que significa “o branco“, em alusão à tonalidade dominante no local, coberta de neve. Na Amareleja as pequenas casas são pintadas, na sua grande maioria com cor amarela e também com cal de tonalidade, pois claro, branca. Depois Qaqortoq fica no Sul da Gronelândia e Amareleja fica no Sul de Portugal e em ambas as localidades existem ruínas históricas. Ora, estamos na presença de indícios que podiam levar o decifrador a indicar o Joaquim Cacho como o assassino… só que este Alentejano embora lhe vendesse bananas e se arreliasse com o Mário Marmelo, porque este demorava a efectuar os pagamentos, jamais iria assassinar um cliente, pois ficava sem comprador e nunca poderia receber o dinheiro que lhe era devido! Além disso a arma utilizada no crime era residente da própria Tipografia… pouco ao alcance de um forasteiro. Concluindo: O assassino também não foi o Joaquim Cacho.

O Zé Melão (melão… amarelo) era vendedor de papéis, homem do Norte e Portista ferrenho… se repararmos bem, as últimas 5 letras da “palavra misteriosa” são “ortoq”… um anagrama de “porto”… e quando Lumafero leu a palavra de trás para a frente… foi isso que lhe pareceu… “porto”…, mas este princípio de prova seria muito rebuscado para indicar-se o Zé Melão como o assassino. Porto é azul e embora os melões possam ser, também, de cor amarela, nenhum indício este suspeito apresenta relacionado com a Gronelândia, para onde a “palavra misteriosa” nos transporta e o mesmo cenário relativo à arma do crime… a chave de parafusos pontiaguda… usada habitualmente na Oficina Tipográfica.

Sobra, por exclusão de partes, e com todas as conclusões, logicamente, bem justificadas, como possível assassino, o colega de profissão do morto, o Joaquim Tinteiro, (tintas…) também conhecido pelo “O Médico” porque conseguia consertar e reparar rapidamente as avarias nas máquinas… tal como o Mário Marmelo… sem ser preciso consultar mecânicos especialistas e, por isso mesmo, tinham as alcunhas de “Super Mário” e “O Médico”, este, o Joaquim Tinteiro… odiavam-se, eram rivais… e já se tinham envolvido em pancadaria.

Foi o Joaquim Tinteiro, “O Médico” o assassino que mais tarde veio a confessar perante as premissas, irrefutáveis, apresentadas pelo Inspector Rodriguinho, porque a investigação principal incidiu sobre o facto do Mário Marmelo ter escolhido a cor amarela para escrever aquela palavra e porque não uma outra cor?... Os Médicos, habitualmente vestem-se com bata branca... teria sido fácil à vítima ter escolhido umas latas de tinta branca… contudo… seria uma pista demasiada evidente!

O amarelo, pintado nas casas da cidade de Qaqortoq, como exemplo, originalmente, representa qualquer coisa relacionada à saúde. Todos os hospitais, são ou eram pintados de amarelo, assim como as casas onde moravam médicos e enfermeiros… Super Mário era experiente tinha sido Pescador na Gronelândia e sabia que as cores das casas representavam a profissão dos seus ocupantes. Uma casa pintada de verde era o símbolo da comunicação por rádio e, com o desenvolvimento de dispositivos de comunicação pessoal, mais tarde se tornou a cor das telecomunicações... O vermelho era de longe a cor predominantemente usada, pois representava não apenas a igreja, mas também o comércio... as casas de cor azul, representavam fábricas e pescadores… etc.

A arma do crime foi uma grande chave de parafusos, pontiaguda, utensílio permanente e usado na Tipografia, ao alcance do Joaquim Tinteiro, “O Médico” e menos provável de ser utilizada por um dos outros suspeitos, que viesse do exterior. “O Médico” esperou pela hora do almoço, quando todos saíram e o “Super Mário” ficou sozinho… para o assassinar, aparecendo de surpresa, atacando-o com um objecto letal, ferramenta residente na Tipografia! Depois da agressão nefasta deixou a vítima e saiu para almoçar só que o Mário Marmelo era um homem forte e conseguiu acercar-se das latas de tinta… e escolheu o amarelo para denunciar “O Médico” que em Qaqortoq e noutros lugares da Gronelândia habitavam casas pintadas com cor amarela que indicam a sua profissão! A intenção da vítima, ao sucumbir…, ter ficado com uma das mãos dentro de uma das latas de tinta, amarela, sem ser relevante… encaixa no desvendar do mistério… queria indiciar, Mário Marmelo, que a mão estava dentro de casa…!? Nunca saberemos…, mas é provável que sim.

 

Google/Gronelândia, Groelândia ou Groenlândia:

Não há números de casas ou nomes de ruas, então todas as casas e os prédios têm ou tinham uma das cinco cores básicas – vermelho, preto, amarelo, verde e azul - e cada cor tinha um significado específico…

A codificação de cores de edifícios e casas na Groenlândia remonta à sua era colonial, por volta de 1700, quando as casas de madeira foram enviadas da Escandinávia…

O vermelho era de longe a cor predominantemente usada, pois representava não apenas a igreja, mas também o comércio...

O amarelo, por exemplo, originalmente representava qualquer coisa relacionada à saúde. Todos os hospitais eram pintados de amarelo, assim como as casas onde moravam médicos e enfermeiros…

O verde, era o símbolo da comunicação por rádio e, com o desenvolvimento de dispositivos de comunicação pessoal, mais tarde se tornou a cor das telecomunicações...

Os comércios, que eram representados pela cor vermelha, depois de um tempo mudaram para o preto, assim se distinguindo das igrejas...

Por último, mas não menos importante, tinha a cor azul, que representava fábricas... e depois pescadores…

© DANIEL FALCÃO