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Autor Data 17 de Março de 2026 Secção Publicação Blogue Repórter de Ocasião |
SUECA (A FINAL!) O Gráfico Mais
uma final, nos torneios de “Sueca”, de Pedro Monteiro e Luís Rodrigues que
tinham, desta vez, como adversários, João Patrício e Miguel Patrício, uma
outra dupla bastante famosa, outrossim, habituados a ganhar as finais nestes
animados, divertidos e salutares jogos de cartas onde impera a
confraternização! O
Pedro estava nervosíssimo, como sempre e eu, como a minha tranquilidade do
costume, sentei-me, abri ambas as mãos, levantei-as e baixei-as, olhando-o
nos olhos e proferi em tom animador… “calma”!
Os
jogadores sentaram-se e prepararam-se para a grande final. As cartas foram
deitadas na mesa… espalhadas em leque e cada elemento virou uma delas… quem
tirasse a maior… seria o primeiro a dar as distintas! Eu voltei um duque, o
meu parceiro uma dama, o jogador à minha esquerda,
voltou um rei e o companheiro sentado à minha direita conseguiu uma quina! Misturei
bem as cartas, juntas em baralho, como sempre, entrelacei-as muitas vezes e o
Pedro dividiu-as pelo meio. O mano Patrício, o João, juntou-as, de novo, virou
a primeira carta, de cima do baralho e deu mais nove para ele. De seguida,
contou mais dez para o meu parceiro, outras dez para o Miguel e as restantes que sobraram foram para mim e o homem nem
sequer as contou… estava bastante confiante, pareceu-me! E
os jogos começaram. Os riscos/jogos
eram de 10 oportunidades e a primeira equipa a conseguir chegar a esse número
seria a vencedora! Durante os vários jogos a sorte esteve do nosso lado – é
sempre necessária para se ganhar! – chegámos a estar
a ganhar por 7 a 2, mas de repente “fugiu-nos”…
e os irmãos Patrício empataram… 7 a 7! Que nervos! Na partida seguinte nem 30
pontos fizemos e o resultado ficou-nos desfavorável… por 7/9! O Pedro tremia
por todos os lados, mas eu mantinha a minha serenidade… como sempre!
Conseguimos 61 pontos no jogo seguinte e… depois, outra vez… 61 e a grande
final ficou em 9 a 9… quem vencesse o último jogo… ganharia o torneio! Uf! E
tudo iria terminar como começou! Pertencia-me, a mim, embaralhar as cartas e
de novo entrelacei-as por 3 ou 4 vezes! O João distribuiu as cartas pelos
jogadores, como magistralmente o fez, ou seja… virou o trunfo por cima e
saiu-lhe o Rei de Espadas! Olhei para ele, quando olhava as suas próprias
cartas e notei-lhe um sorriso trocista… como se já tivesse ganho o último
jogo… e quando visualizei as minhas… deduzi: “já fomos!”… Não tinha jogo bom, apenas um ás, o de ouros que
lancei como carta inicial da partida. Miguel jogou a manilha, provavelmente
seria a única do naipe de ouros que tinha e o meu parceiro colocou sobre a
mesa o rei do mesmo grupo e pensei, para mim… “bem, já são, pelo menos 25 pontos: 11, do ás, 10 da bisca e 4 do rei!”…
pensei, mas pensei mal, pois o João “cortou” a vasa com a quadra de
espadas! Ui… contorci-me na cadeira! Mas, pronto, tal e qual como num jogo de
futebol ou de outra qualquer modalidade desportiva… o jogo somente acaba…
quando o árbitro apita e, contra os meus pensamentos…, a última partida até
nem estava a correr mal, pois o Pedro até tinha mais uns ases e… aconteceu
que chegámos à última hipótese… empatados a 59 pontos… quem ganhasse a
derradeira jogada… seria a equipa campeã! Sobrava-me o 6 do naipe dos "Diamonds"...
e atirei-o para cima da mesa… sem saber o que ira
acontecer… o Miguel tinha uma carta em paus, pequena, sem valer pontos, o meu
parceiro jogou uma copa de pontuação zero e… o meu coração começou a bater em
aceleração descomedida… “querem ver que
ainda vou ganhar isto…” julguei, mas não, o sorriso maquiavélico do João
voltou a surgir, agora mais visível e aterrador… enquanto lançava para cima
da mesa a sota do mesmo naipe com que eu tinha iniciado a última jogada! Os
manos Patrício exultaram! Recolheram as cartas, da última vaza e conseguiram…
61 pontos! ...E
lá perdemos o torneio, mas não se pode ganhar, sempre! …A
sorte e o azar… fazem parte do jogo! Pronto,
aqui têm mais uma narração! Desta vez… dos jogos de “Sueca”! Não se trata de
um crime horrendo nem de um roubo violento, mas na minha opinião pode
considerar-se como um desafio de problemística
policiária! Agora, pergunto aos caríssimos leitores e decifradores,
solucionistas de enigmas: 1 – Será que os
manos Patrício ganharam, na verdade, aquele torneio? 2
– Justifique a sua opinião. |
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© DANIEL FALCÃO |
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