Autor Data 10 de Dezembro de 2024 Secção A
Página dos Enigmas [50] Competição Problema nº 5 Publicação Blogue A Página dos Enigmas |
O MISTÉRIO DO ROUBO NOTURNO Paulo As
noites passadas nas patrulhas pela cidade são sempre perigosas, embora por
vezes nos surjam alguns criminosos muito ingénuos. Estava
eu no meu segundo ano de polícia, quando sucedeu o caso que vou narrar. Andávamos
em patrulha pelas ruas quase desertas da cidade, eu e um companheiro de
profissão, quando da esquadra recebemos a comunicação para nos dirigirmos a
um determinado endereço. Não
foi necessário ligar sirenes para nos apressarmos pelas ruas sem transito, até porque estávamos nesse momento muito
próximos do local. Quando
chegámos, vi que se tratava de uma moradia já antiga, que fora adaptada para
apartamentos, só com dois pisos. Tocámos
à campainha do rés-do-chão direito, pois era a indicação que tínhamos. A
porta foi aberta e imediatamente nos encontrámos frente ao apartamento
referido, cuja porta se abriu sem ser necessário tocar novamente. Surgiu-nos
pela frente um homem de mais ou menos trinta e cinco anos, bem apresentado,
fato, gravata e sapatos bem engraxados, que nos fez entrar para uma sala
ornamentada com mobiliário de linhas direitas e modernas, a contrastar com a
arquitetura do edifício. Junto
de uma das paredes havia um quadro caído no chão e na parede um cofre com a
porta aberta. –
"A minha esposa não se encontra cá. Está num congresso em Paris. Eu
estava deitado, a dormir, quando acordei com um ruído que me pareceu ter
vindo desta sala. Levantei-me, e no momento em que abri aporta levei uma
pancada na cabeça". Aproximou-se
de nós e mostrou-nos a nuca onde se via um ligeiro hematoma. –"Não
sei se estive pouco ou muito tempo desmaiado, mas quando acordei tinha as
luzes da sala acesas, vi logo que o cofre estava aberto e a porta do
apartamento apenas encostada. Levantei-me, fui ver o cofre, e notei que os
fios de ouro que herdei da minha mãe tinham desaparecido. Embora estivessem
no seguro, ninguém me recompensa da perda sentimental. Fechei
a porta e telefonei logo para a polícia, (e apontou para o telefone que
estava numa pequena mesa), sentei-me aqui neste sofá e fiquei à espera.
Felizmente não demoraram muito. Ainda não há cinco minutos que
telefonei." Eu
olhava em volta, enquanto o meu companheiro ia tomando notas. Eu já percebera
tudo, mas enfim, a nós competia-nos registar a ocorrência e haveria quem
finalizasse o caso. Mas, para mim, tudo estava muito claro. Eu sabia muito
bem o que teria que fazer. O
que é que estava assim tão claro para o polícia? Basta
escolher uma das hipóteses, indicando a letra correta. A
– Foi a esposa do assaltado que regressou de Paris e cometeu o roubo. B
– Um ladrão desconhecido abriu a porta e cometeu o assalto. C
– O ladrão ainda estaria escondido dentro da casa e era necessário fazer uma
busca. D
– Ninguém entrou na casa para roubar as joias. |
|
© DANIEL FALCÃO |
||
|
|