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Autor Data 10 de Maio de 2026 Secção A Página dos
Enigmas [282] Competição Torneio
de Fórmula 1 Policiária Grande Prémio de Aveiro Torneio
Paralelo de Homenagem à Geração de 70 Problema nº 5 Publicação Blogue A Página dos
Enigmas |
MORTE NO BAR Paulo Celeste Ribeiro contava como tudo acontecera ao inspetor Narciso Morais.
Tudo sucedera no bar A Ponte. Eram quatro e meia da manhã e apenas Celeste e Pedro, que era a vítima,
estavam naquele espaço. O bar esvaziara e Pedro, um cliente conhecido ficara
a falar com Celeste, a proprietária, que fechava as portas. Estavam junto do
balcão e falavam do futuro de Pedro que dizia a Celeste que iria emigrar.
Estas informações foram prestadas pela dona do bar. Celeste disse que as luzes acesas eram poucas, mas as suficientes para
que os dois se vissem bem. Estavam sentados em dois bancos altos que ficavam
no balcão, virados um para o outro. Celeste diz que antes do que aconteceu não ouviu qualquer ruído. Viu numa
das portas, que dava para um corredor que levava às traseiras, um clarão, o
barulho de um disparo, e viu Pedro cair. A sua primeira reação foi sair de
onde estava e esconder-se atrás do balcão. Ouviu passos de uma pessoa a
correr, e quando saiu do local que a protegia, viu que o Pedro estava no
chão, morto. Chamara a polícia. Narciso Morais olhou em volta. O espaço estava desarrumado, mas Celeste
dissera-lhe que a arrumação era apenas feita na tarde do dia seguinte, e que
o bar abria às 9 horas da noite. A desarrumação consistia em lixo no chão e nas mesas, porque tudo o que
eram copos fora colocado na máquina que os lavava, serviço que também só
seria feito na tarde seguinte. O detetive foi espreitar pela porta que Celeste tinha indicado como o
local de onde partira o tiro. A porta dava para um corredor com cerca de
cinco metros que levava a uma outra porta que dava para o exterior. Percorreu
o corredor e viu que a segunda porta se encontrava encostada, sem estar
fechada à chave. Voltou para trás, e observou que desta ponta do corredor,
junto da primeira porta, seria fácil alvejar a vítima. Narciso Morais regressou junto de Celeste e quis saber por que razão
estava a porta que dava para o exterior aberta. – Era costume. Os empregados saíam por lá e deixavam-na encostada sabendo
que eu ao sair a fechava. Estava esclarecido o mistério da porta encostada. Olhou a vítima. Não havia dúvidas que o tiro não fora dado à
queima-roupa, pois não existiam queimaduras, em torno da camisola, no peito,
onde entrara o projétil. Voltou ao corredor. Não havia cápsula, mas se tivesse sido um revólver
também era o que se esperava. A autópsia permitiria esclarecer que tipo de
arma fora utilizada no disparo. Não lhe parecia que fosse útil andar a
recolher impressões digitais. Deviam ser muitas e nada permitiriam concluir. Narciso Morais olhou em volta: o bar, Celeste, os bombeiros que retiravam
o corpo. Interrompe-se aqui a narrativa. Será que Narciso Morais já pode tirar conclusões sobre o que se terá passado? |
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© DANIEL FALCÃO |
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