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Autor Data 10 de Outubro de 2026 Secção A Página dos
Enigmas [370] Competição Torneio de Fórmula 1 Policiária Grande Prémio de Santarém Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70 Problema nº 9 Publicação Blogue A Página dos
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A ASSASSINA EM SÉRIE Paulo Foi uma vingança planeada. O meu irmão iria ser
vingado. Primeiro, foi a investigação quando ele desapareceu. Depois, em
lentos passos, a descoberta da verdade. Como era possível? Como poderia alguém com uma vida
social normal, sem problemas, desaparecer? Eu sabia que algo estranho sucedera e investiguei.
Havia mais três casos de desaparecimento nos quilómetros mais próximos. Foi preciso pesquisar, passo a passo, levantando
todas as pedras e descobrindo que os desaparecidos tinham tido uma
aproximação a ela, a assassina. A assassina em série. Ela que agora seguia ao
meu lado no automóvel. Ela, de quem eu me aproximara. Ela, que pedira segredo
sobre a nossa relação. Ela, que me convidara a visitar uma cabana que possuía
na montanha. Ela, que fora a assassina. Ela, que iria morrer. Ela, que eu
iria matar. Julgava que me levava para o sacrifício, sem
desconfiar que a sacrificada seria ela. Partíramos para a montanha, em segredo, para a nossa
lua-de-mel como ela dissera, como me convinha, e ela julgava que lhe seria
favorável. No carro dela, sempre bem-disposta, sempre com sorrisos, muito
amorosa e romântica, fumando cigarros uns atrás dos outros. Eu interpretava o
meu papel e ela o dela. Dissera-me que há quatro anos que ali não ia, que
havia uma pedreira próxima que continuava em laboração. Que era uma casa
quase abandonada, embora tivesse luz elétrica e outras comodidades. Quando chegámos, saímos do carro e dirigimo-nos para
a casa de madeira. Ela meteu a chave na fechadura da porta que se abriu
silenciosa. Entramos numa casa semiobscurecida, cheirando
intensamente a tabaco, ela pousou a mala e beijou-me. Olhei em redor. Caixote do lixo despejado, cinzeiro limpo,
e nenhum pó sobre os móveis. Eu sabia que teria que agir antes dela, ou seria eu
o próximo desaparecido. A noite aproximava-.se e ela disse que faria o
jantar. Foi ao frigorífico de onde tirou aquilo que me pareceu ser metade de
um frango. Começou a cozinhar, enquanto eu observava tenso. Quando seria o momento dela? Usaria veneno?
Esperaria para eu adormecer? Eu teria que agir antes. E agi. Ainda hoje, a polícia procura mais uma desaparecida.
A única do género do feminino. Só tinham desaparecido homens. Eles não têm qualquer pista! Eu sei que matei a
assassina! Indique os fatores que mostram que ela era uma
mentirosa e me fizeram ter a certeza de que seria a assassina em série que eu
procurava. |
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© DANIEL FALCÃO |
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