Autor

Rainha de Copas

 

Data

26 de Setembro de 2026

 

Secção

Boletim Informativo e de Entretenimento da TPBRO [4]

 

Publicação

Boletim Informativo e de Entretenimento da TPBRO

 

 

O MISTÉRIO DA BIBLIOTECA FECHADA

Rainha de Copas

 

 Na pequena vila de Vale Sombrio, o velho conde Artur Mendonça foi encontrado morto dentro da biblioteca da sua mansão, pouco depois da meia-noite. A porta estava trancada por dentro, a janela entreaberta, e sobre a secretária havia uma chávena de chá ainda quente, uma vela apagada e uma carta rasgada em três pedaços. Naquela noite, apenas quatro pessoas estavam na mansão:

Clara, a sobrinha do conde, que herdaria quase toda a fortuna. Disse que esteve no quarto a ler até ouvir o grito da governanta.

Eduardo, o advogado da família, que afirmava ter ido embora às 23h30, mas o seu chapéu foi encontrado no bengaleiro da entrada.

Helena, a governanta, que declarou ter levado o chá ao conde às 23h30 e encontrado o corpo meia hora depois.

Miguel, o jardineiro, que jurou estar no exterior a fechar as estufas, apesar da chuva forte que começou antes das 23h.

O inspetor Rui Lacerda reparou em três detalhes estranhos: não havia pegadas de lama junto à janela da biblioteca, a vela parecia ter sido apagada com o corta-papéis do conde e a carta rasgada continha apenas uma frase incompleta: “Não confies em quem traz…”

O médico concluiu que o conde morrera envenenado entre a meia-noite e as 00h20. O veneno estava na chávena de chá, mas a colher estava limpa.

 

O problema é descobrir quem matou o conde, como o fez e qual foi o erro que denunciou o culpado.

 

 

© DANIEL FALCÃO