Autor Data 17 de Abril de 2016 Secção Policiário [1289] Competição Campeonato Nacional e Taça de
Portugal – 2016 Prova nº 2 (Parte II) Publicação Público |
Solução de: A MORTE DA DONA CIDÁLIA Selma A hipótese verdadeira é a 3 – Senhorio. Pela descrição ficamos a saber que a porta foi arrombada
pelos polícias e que estava fechada com duas voltas e a chave não estava na
fechadura, local onde a vizinha D. Eleutéria dizia que ficava sempre devido
ao medo da vítima de poder ser apanhada por um incêndio e não conseguir fugir
a tempo. O inspector viu que a chave estava em cima
do aparador, junto da carteira da vítima, onde não faltava dinheiro. O crime
não foi para roubar e só poderia ser cometido por alguém de fora se a própria
vítima abrisse a porta ao criminoso. Assim sendo, quando ele fosse embora
depois do crime, como fecharia a porta à chave, com duas voltas e depois
colocava a chave no aparador? Como o único acesso era pela porta, não era
possível. Ficamos também a saber que ninguém teve acesso ao local
do crime após o arrombamento da porta, o que significa que nenhum dos
suspeitos restantes soube a causa da morte. A D. Eleutéria chega a aventar
que teria havido um ataque de coração ou coisa assim. O vizinho mal-humorado
não adianta qualquer suspeita, mas o senhorio sabe demais! Ele sabe que foi
morta com as facas que tinha na cozinha e até refere que já a tinha avisado
para o perigo de se ferir com elas. O senhorio sabia que a fechadura era a mesma e certamente
sabia de todos os hábitos da senhora e tinha uma cópia da chave. Foi ele que
entrou na casa, não sabemos se foi a própria D. Cidália que lhe abriu a porta
ou se ele, como tinha uma chave, já lá se encontrava quando ela regressou à
noite. Cometeu o crime e saiu, pondo a chave da vítima em cima do aparador e
fechando a porta com a sua chave. Como se costuma dizer, pela
boca morre o peixe… |
© DANIEL FALCÃO |
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