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Autor Data Dezembro de 1975 Secção Há horas para tudo... esta é a HORA do
Policiário Publicação Especial Mundo de Aventuras [4] |
INVESTIGAÇÃO EM VOO Tony Cooper Eram 11,15 horas. Um avião vindo do Brasil, com destino a Lisboa, fazendo escala na ilha do Sal, voava a 9000 metros de altitude, na última etapa do seu itinerário. A bordo, entre os passageiros, viajava também o tenente da Secção de Homicídios Tony Cooper para passar umas férias sob o sol do Algarve. Nesse momento, uma hospedeira dirigiu-se a Tony Cooper e gentilmente convidou-o a acompanhá-la à cabina do comandante que desejava falar-lhe. Passados momentos, apareceu o tenente Cooper com a hospedeira que lhe veio indicar três passageiros. Os passageiros eram, Stela Martin, uma loura de rara beleza, que também vinha em férias a Portugal, 26 anos de idade, natural de Boston. Paul Douglas, um negociante americano de artigos regionais e que vinha a Portugal em negócio, 45 anos de idade. O terceiro passageiro, um futebolista brasileiro que vinha tentar a sua sorte no futebol português. Seu nome, Fernando Montalvo, de 22 anos. Tony Cooper pediu aos referidos passageiros que o acompanhassem ao «hal» de entrada do avião. Aí chegados contou-lhes: – Meus senhores. Fomos informados por rádio, que durante a nossa breve estada na ilha do Sal, se tinha praticado no hotel local, um roubo de um medalhão em ouro, pertença de um dos clientes do hotel. Lamento informar-vos, que, são os senhores os principais suspeitos. Pela informação que nos deram, o roubo foi praticado entre as 10,20 e as 10,30 horas e o avião partiu às 10,55. Agradeço que digam o que fizeram e onde estiveram a essa hora. A loura, Stela Martin, foi a primeira a contar: – Eu estive desde as 10 até as 10,30 horas no jardim do hotel e nunca saí de lá durante esse tempo. Estive largo tempo a ler uma revista, sentada na relva, e a apreciar as flores. Por sua vez, Paul Douglas contou: – Pois eu estive no hotel desde as 10 horas, no bar, onde bebi dois «martinis», até as 10,20. Seguidamente estive na sala de espera, até às 10,35, a fumar um charuto. Por último, Fernando Montalvo contou a sua versão: – Pouco tempo estive no hotel; é certo que estive lá, mas o tempo suficiente de beber uma cerveja, talvez até às 10,15, depois saí. Eu nada roubei! Sou muito honesto! Tony Cooper interveio e perguntou: – Mas o senhor foi visto à esquina do hotel, a conversar com um indivíduo mestiço, e que, segundo informam, pouco trabalhador e até com um passado duvidoso. – Falámos apenas de futebol, como depois falei com outras pessoas. Tony mandou para os seus lugares os passageiros e ficou pensativo. Pediu à hospedeira que lhe servisse ali mesmo no «hal» um vermute. Quando a hospedeira o veio servir ele murmurou: – Sim, é isso! Como fui tão estúpido! Menina, informe o comandante que na chegada a Lisboa mande prender e revistar a bagagem de… 1 – Quem roubou o medalhão? 2 – Como foi que o tenente Tony Cooper descobriu? |
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