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22 de Março de 1957. É
publicado, na revista “Flama”, o 1º número da Secção “O Gosto do Mistério…”,
orientada por Jartur – curiosamente, por lapso
tipográfico, identificado como “Mr. Dartur”. Domingos Cabral, com 15 anos completados
recentemente, responde ao problema naquela inserido
– “O Táxi Misterioso”, transformando, assim, em “casamento” o “namoro” que à
modalidade vinha fazendo há algum tempo, através do contacto com a Secção do
“Mundo de Aventuras”, de que era leitor há alguns anos. Sabendo, por isso, que era habitual o uso de
pseudónimo, e perante a dificuldade que sentiu na escolha, rápida, de um,
acabou, por associação, por perfilhar o “Inspector
Aranha”. É que, naquele problema, o investigador (Marcos Dias), concebido
pelo Autor (Jartur), após resolver o caso, dirige–se para o “Clube do Aranhiço”. Escolha pouco feliz,
de facto, já que ninguém inicia a construção de um edifício pelo telhado e o
principiante começava, nada modestamente, por se designar “Inspector”… De qualquer forma, iniciou–se,
assim, um longo caminho… In Mundo dos
Passatempos, 1 de Setembro de 2007 Correio Policial, 15 de Outubro de 2021 |
PRIMÓRDIOS DA PROBLEMÍSTICA
POLICIÁRIA PORTUGUESA por DOMINGOS CABRAL (do livro com o mesmo título, a
editar) 58 3º PARTE – CICLO SECÇÃO “PROBLEMA
POLICIAL” – DE A. ARAÚJO PEREIRA SEMANÁRIO JUVENIL “O
MOSQUITO” PROBLEMA
POLICIAL PROBLEMA N° 2 O bandido que se vê na figura 1, prevenido de que
a polícia o vai prender, dissimula antes de fugir uma mensagem importante,
que escreveu para um cúmplice. (fig.2). O nosso célebre inspector
da polícia, Rosan, entra no escritório, algumas
horas depois da fuga do locatário, e numa rápida pesquisa, descobre onde
aquele escondera a mensagem. Será o leitor capaz de observar e raciocinar como
o inspector Rosan? Se assim for, envie-nos a solução, pois poderá
receber um interessante volume de boa literatura policial. O prazo para a entrega das soluções é de 15 dias
para o Continente e de 1 mês para as Ilhas e Colónias.
Como o leitor já decerto se apercebeu – porque,
tal como aconteceu na passada semana – os problemas que integram esta série
(primitivamente divulgados em 1940 na revista "O MOSQUITO")
caracterizam-se por serem compostos por textos muito curtos e ilustrados por
desenhos, factores que, quando devidamente
conjugados entre si, conduzem o solucionista à solução pretendida. Sobre os mesmos e a identidade do seu autor, ou
autores, opina assim o já aqui várias vezes citado o confrade “Jartur”: "Deste
trabalho, apesar do seu interesse documental para a saga das secções
policiárias, resulta uma leitura pouco atractiva,
pela falta de elementos mais específicos e interessantes, como seriam títulos
dos problemas e nomes dos seus autores, que não eram referidos na publicação.
Se efectivamente, como suspeitámos e escrevemos,
estes casos policiais, bem como outros contos e artigos, foram traduzidos ou
adaptados de alguma revista congénere de outra nacionalidade, porventura
francesa, é fácil que os problemas policiais com o Inspector
Rosan sejam todos devidos ao mesmo autor.” “Para além
de duas ou três esporádicas mensagens para os concorrentes, não encontrámos
um único incentivo à prática da produção de problemas policiais, o que faz
entender que o interesse único era a divulgação do material contratado.” “Por outro lado, tanto quanto nos foi
possível assegurar, o director da secção, A. Araújo
Pereira, não foi nunca conhecido como activo
produtor policiário.” Vai de resto “Jartur”
um pouco mais longe na fundamentação lógica desta tese, quando constata que,
em alguns dos problemas da série, se encontram “gravuras, com perspectivas de ruas movimentadas, com veículos pessoas e
edifícios onde predominavam anúncios escritos em francês. Levam-nos a deduzir
que os problemas – já o nome do Inspector Rosan o induziam – era de origem francesa, talvez
oriundos de alguma revista infantil franco-belga.” Haverá também que falar de A. Araújo Pereira,
criador e responsável por esta secção – que surgiu a público há cerca de 80
anos – missão a que daremos cumprimento num dos próximos números. * * * SOLUÇÃO DO
PROBLEMA DE HOJE: O Inspector Rosan ao ver a cadeira da secretária fora do seu lugar
deduz que o bandido se serviu dela para chegar ao lustre, onde escondeu a
mensagem. Efectivamente encontrava-se entalada na 8ª
vela (a contar da direita).
Fontes: Secção
Correio Policial, 15 de Outubro de 2021 | Domingos Cabral Blogue Repórter de
Ocasião, 30 de Abril de 2026 | Luís Rodrigues |
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© DANIEL FALCÃO |
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