Orientador Datas De Outubro de 1946 Até Fevereiro de 1947 Publicação Labirinto |
UM PROBLEMA A PRÉMIO HISTORIAL Em Outubro de 1946, foi posto à venda o n.º 1 da colecção
LABIRINTO, um pequeno livro, no formato A5, que na sua capa anunciava:
Aventura: Viagens: Mistério. Para além de contos e narrativas dos géneros anunciados,
esse “Magazine mensal”, de cerca de uma centena de páginas, publicava
inúmeros passatempos, com palavras cruzadas, enigmas, adivinhas, e pequenos
problemas de imaginação e raciocínio.
Porém, o que mais poderia interessar aos admiradores dos
problemas policiais, que estavam nos primórdios da sua difusão, era a secção
encabeçada com o título: «UM PROBLEMA A PRÉMIO». Não iríamos encontrar,
talvez, problemas de índole verdadeiramente policial, mas alguns bem
interessantes quanto à sua exigência mental e raciocinativa, e em alguns
casos tratados, por vezes, nas secções verdadeiramente policiais ou
policiárias. Aceitamos, pois, incluir essa como uma secção policial,
até por que ali surgiram alguns nomes que por essa altura começaram a singrar
no nosso panorama policiário. A elaboração deste ficheiro digital, e a recolha de todas
as páginas que no AHPPP compõem o historial desta secção, só foi possível
graças ao gentil empréstimo da colecção com que o nosso amigo Joel Lima nos
favoreceu. Em princípio, teremos que atribuir a Duncan Roweena (seja
ele quem for), a autoria destes problemas, já que a secção é da sua
responsabilidade, embora nos apeteça formular as duas seguintes hipóteses: 1.ª – É um autor estrangeiro, e a redacção da revista
resolveu assumir a sua identidade para caracterizar a secção. 2.ª – Trata-se de um autor português que prefere utilizar
como pseudónimo, a firma “Duncan Roweena”.
Tentaremos encontrar a verdadeira justificação, mas
apelamos, aos nossos leitores que tenham mais conhecimentos sobre o assunto,
o favor de no-los facilitar.
Como mera curiosidade e
aproveitando este espaço final, revelarei em seguida, de entre algumas
dezenas de concorrentes à secção a que nos reportamos, apenas três nomes que
viríamos a encontrar em ampla actividade, em secções que anos mais tarde
povoariam o nosso “universo policiário”. São eles, por ordem de
aparecimento na secção: A esse saudoso trio, renovamos
a nossa eterna admiração e repetimos as sempre merecidas homenagens. João Artur Mamede Julho de 2018 |
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© DANIEL FALCÃO |
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