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Capítulo
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MALDITA
REFORMA | A. Raposo & Lena |
CAPÍTULO FINAL 4. DEFINIÇÃO DO QUE É UM SONHO Onaírda
Mas o que é verdade é que quem sonha não tem
consciência do que faz, todos os actos são virtuais e inexistentes - a não
ser por confirmação de verdades acontecidas – e, portanto, não se assacam
culpas ao sonhador. Mas num plano ético e moral para ele, sonhador, ele é e
será sempre o responsável pelos actos virtualmente realizados. Foi em 1901, com a publicação de A Interpretação
dos Sonhos, que Sigmund Freud (1856-1939) deu um carácter científico à
matéria. Naquele polémico livro, Freud aproveita o que já havia sido
publicado anteriormente e faz investidas completamente novas, definindo o
conteúdo do sonho como “realização dos desejos”. Para o pai da psicanálise,
no enredo onírico há o sentido manifesto (a fachada) e o sentido latente (o
significado), este último realmente importante. A fachada seria um despiste
do superego (o censor da psique, que escolhe o que se torna consciente ou não
dos conteúdos inconscientes), enquanto o sentido latente, por meio da
interpretação simbólica, revelaria o desejo do sonhador por trás dos aparentes
absurdos da narrativa. Assim para este vosso(a) solucionista, Tempicos o
sonhador em causa é o responsável pela morte do banqueiro. Como veículo transportador das acções sonhadoras
de Tempicos foi e é a Detective Jeremias (xeque até nem sei se serei eu) será
conivente neste crime. Mas como tudo foi um sonho, logo não houve
qualquer crime real e, portanto, Tempicos e Detective Jeremias ficam ilibados
do mesmo. Mas fica uma cruel verdade. Onaírda em vez de se calar muito bem
caladinho, resolveu dar à luz este crime inexistente num blogue com muita
audiência. Para além de ser um fala-barato, torna-se o único culpado deste
crime. E tem como agravante contra si o facto de já ter sido suspeito da
morte da Nelinha no Museu de Teatro em Lisboa. * * * As poesias de Tempicos, que ficou feliz com esta
solução (?) Há dias em que tudo é descanso. Há tardes douradas Em que Tempicos teima em mostrar Que ali a natureza é dádiva E deslumbramento. Tem noites em que a luminosidade De estrelas já desaparecidas, insiste Em entrar na retina. Há dias, há tardes e há noites. Há o verde, o horizonte, A trilha, a mata. Há deuses para nos dizer Que a vida é dádiva, é dor, é dúvida E histórias para nos encantar Que a vida é mistério, festa e fantasia. Fontes: Blogue Repórter de
Ocasião, 6 de Junho de 2026 TRIÂNGULO EQUILÁTERO – Uma História de Faca e
Alguidar, Edições Fora da Lei, Ano de 2011 |
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© DANIEL FALCÃO |
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