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VI Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade Informações Complementares aos Concorrentes Fase Preparatória do Futuro Grande Romance Capítulo
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VERDADE SOBRE AS MULHERES DA FAMÍLIA PURIFICAÇÃO | Inspector Boavida |
CAPÍTULO 15. HERE WE GO AGAIN! Zé
Diz ele (e diz
muito bem) que eu comprei um Rosso novo, com o
dinheiro da herança, que os meus bons amigos partilharam comigo (ninguém
acredita, mas é verdade – ainda há amigos destes). Comprei um 250 GTO... Mas… não
larguei a Katinha no Brasil nem ela foi com o Tempicos para o Haiti!!! De que
me servia o Rosso dos meus sonhos sem a Katinha? Pois é! Da
fábrica de Maranello, eu e ela fomos para os States. Aí, aluguei um 458 Itália e nele percorremos
grande parte do país... O meu objectivo principal era outro e bem altruísta – juntar à
mesma mesa (pela primeira vez) a Katinha, a Nelinha
e a Mary Lou, senhora que eu não conhecia, se não
de nome e lenda; por isso, tinha dela uma ideia muito afastada da realidade
que se me apresentou! Foram 15 dias
de intensas conversações diplomáticas, porque a Katinha
queria estar com a mãe e com a tia, mas, da parte da Nelinha e da Mary Lou, senti sempre uma grande relutância em relação ao
encontro... Não pela presença da Katinha (feliz
para ambas), mas pelo reencontro entre as duas manas. Histórias antigas,
certamente... Felizmente,
tudo se resolveu e lá marcámos o jantar para o The
Palm, em West Hollywood, Los Angeles. A Katinha ia deslumbrante, no seu vestido vermelho (que bem
ficava dentro da Ferrari...), sobre o qual os longos cabelos louros faiscavam
desejos. Entrámos na
sala e lá estavam as duas manas, uma em cada canto... Bem... Isto promete!!! Esperava encontrar duas mulheres sozinhas,
receosas de se reencontrarem. E que vejo? Duas mulheres fabulosas, centro das atenções no restaurante mais famoso do mundo
do cinema! Mary Lou pontificava numa mesa de
realizadores. Nelinha... ai a Nelinha... rodeada dos
mais conhecidos galãs lá do sítio. Tirem-me deste
filme... Que faço eu aqui? De repente,
Mary Lou e Nelinha gritam o meu nome, largam os
amigos e correm para mim. Uau! Vocês nem imaginam o bem que aquilo fez ao meu
ego... Nelinha, mais
rápida, abraça-me, de uma maneira que me pôs a cabeça à roda, tal como me
senti nas nossas homéricas cambalhotas, Caramulo abaixo... Mary Lou abraçou a Katinha e
beijou-me, em seguida, com um olhar que me penetrou até à sola dos pés e me
fez disparar a adrenalina a níveis só comparáveis à partida de um Grande
Prémio de Formula 1. Nelinha
atirou-me um olhar ciumento. Não sei se os ciúmes eram pela intensidade da recepção se pelo facto de a mãe ter corrido primeiro para
mim do que para ela... Encolhi os ombros (não tenho culpa!!!) e ela disse,
entre dentes – vou ter, esta noite, de ter uma conversa muito séria com
alguém... A Nelinha
estava cada vez mais charmosa... A Mary Lou era uma brasa ateada... A Katinha... um vulcão em erupção... Três horas
depois (e não sei quantas garrafas após), todo o gelo estava quebrado (e
derretido, sei lá eu)... Contaram-se
histórias (quase todas impublicáveis) do passado: – E quando
aquele te quis fechar no confessionário? – E quanto o
outro te levou para a adega, beber jeropiga? – E quando o
tal te pôs a cantar fadinhos no Cais do Sodré? Terminámos a
noite com o compromisso de ninguém revelar o que ia fazer a seguir, nem para
onde ia. Registámos os contactos e saímos, um para cada lado... Saímos sós, é
um facto, mas ninguém se comprometeu a ficar sozinho... 100 metros depois, lá
estávamos os dois... Ao fim e ao cabo, a 458 Itália só anda bem com os dois lugares
ocupados... Que podia eu fazer? 1ª! Acelerar a
fundo! Levantar a embraiagem! E ... Here we go again!!! Fontes: Blogue Repórter de
Ocasião, 5 de Abril de 2026 MARY LOU, MARY LOU
– Onde estavas tu?, Edições Fora da Lei, Ano de 2010 |
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© DANIEL FALCÃO |
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