Autor Data Abril de 1984 Secção Publicação Clube Xis [21] |
REUNIÃO DE DETECTIVES O Gráfico A fina-flor da
“Polícia Judiciária” estava ali reunida, O dia apresentava-se magnífico, com
bastante sol e um cheirinho a Primavera. Um dia a contrastar com os horrendos
crimes que os detectives, investigadores, inspectores, agentes e ajudantes presentes neste
convívio, por vezes, têm que desvendar! Entre eles notavam-se as presenças do
Inspector Petronilho, Inspector
Rodriguinho e Ajudante Lumafero, Agente Prata e Inspector Serôdio (uma presença algarvia!). Estes
investigadores do crime reúnem-se anualmente para conviver e trocar impressões
sobre os casos que resolvem durante o ano e aproveitam para conhecer novas
caras de quem apenas conheciam os nomes. O novato deste encontro marcado para
Algés era um sujeito que se apresentou como Inspector
Fantasmagórico!! Estranho nome para um insp. da “P. J.”! Apresentado
aos da “velha-guarda” ele começou por relatar o seu primeiro caso… (É a partir
daqui que transcrevemos a sua narração…) “… – Encontrava-me
no meu escritório quando recebi um telefonemazito
para me deslocar a… (…) Cheguei ao local do crime e verifiquei o ocorrido.
Estava um indivíduo estendido no soalho alcatifado, de barriga para o ar, com
três buracos de bala na cabeça. A dois metros de distância estava a possível
arma assassina. Afastei os familiares do corpo e passei á acção…
(…) Peguei na
arma e cheirei-lhe o cano. Deparei com um cheiro a pólvora queimada e um odor
a hidrogénio sulfurado. Em face disto conclui de imediato que a arma tinha
feito fogo. Bem, eu sabia perfeitamente que um criminoso experiente poderia
arranjar artificialmente este odor… Todavia acreditei sue fora aquela arma a
causadora da morte daquela vítima. Depois desta conclusão coloquei-a em cima
duma mesa para fotografá-la a vontade e de vários ângulos. Seguidamente
retirei o cadáver do soalho e deitei-o sobre um sofá limpando-lhe o sangue
que lhe escorrera pela face…” Interrompemos
neste momento a narrativa do Inspector
FANTASMAGÓRICO porque, nas suas palavras, detectamos
alguns erros!… Não importa
saber se este sujeito era um impostor ou não… Se estava ali a mando de alguém…
Ou se inventou a “história” que contou… Por isso mesmo apenas PERGUNTAMOS: – QUAIS OS
ERROS QUE O INSPECTOR COMETEU NAQUELE SEU PRIMEIRO CASO? |
|
© DANIEL FALCÃO |
||
|
|